O homem preso em flagrante na última sexta-feira (31) na Operação ‘Longa Manus’ em Água Clara usava mangueira de borracha, cinto com fivela de ferro, e faixas de couro para cavalo para torturar a mulher, a filha de doze anos e o filho de sete anos. As informações são da Polícia Civil da cidade.
O homem afirmou que se a enteada dissesse o que se passava para qualquer pessoa teria a língua cortada.
Diante de denúncias de cárcere privado, tortura e lesão corporal, e ameaça em um núcleo familiar rural por parte de estudantes de uma escola da cidade localizada há aproximadamente 100 quilômetros da cidade, durante palestra realizada pelo Conselho Tutelar, Cras e Creas, a Polícia Civil deflagrou a operação.
A equipe policial formada pelo Delegado de Polícia Titular Felipe Alvarez Madeira, Delegada Adjunta Karen Viana de Queiroz, além de investigadores se deslocaram ao endereço do torturador. No local, a mulher ao ser examinada pela delegada revelou inúmeras cicatrizes permanentes nas costas, provocadas pelos açoites pelo marido torturador.
Interrogado, ele confessou que agredia a mulher com golpes de mangueira nas costas após ela revelar que havia lhe traído. As crianças eram proibidas de se comunicar com o pai biológico. O torturador mantinha em seu poder um aparelho telefônico, e questionava o conteúdo das conversas, que eram no máximo mensais, com o pai das crianças.
Na delegacia as vítimas relataram que o homem chegou a pegar um galão de combustível e, com um isqueiro aceso em outra mão, ameaçou incendiar a todos.
Segundo o delegado Felipe que comandou a operação, o homem foi preso em flagrante e será formalmente indiciado quanto aos delitos de tortura, lesão corporal, cárcere privado e diversas ameaças. Se confirmados os crimes na condenação, a pena pode ultrapassar 40 anos de reclusão.
Assista o Boletim de Ocorrência desta segunda-feira, 3 de Junho: