Cotidiano

Ação do Janeiro Roxo faz busca ativa de casos de hanseníase

Coordenada pelo ambulatório de Hanseníase no CES Auxilium em Araçatuba, ação acontece durante esta semana

Da redação  - Hojemais Araçatuba 
03/01/23 às 11h45
(Foto: Divulgação)

A SMSA (Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba) deu início à campanha Janeiro Roxo, mês de conscientização e combate à hanseníase.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada por uma bactéria, mycobacterium leprae, também denominada bacilo de hansen. O Brasil é o segundo lugar do mundo em número de casos. Os casos são de notificação compulsória, ou seja, a comunicação à autoridade de saúde é obrigatória.

Nesta terça-feira (3), um médico juntamente com uma equipe de enfermagem está realizando avaliação dermatológica nos usuários do Centro POP, a fim de identificar possíveis lesões e, caso haja a necessidade, será feita biópsia. A mesma ação será feita na Casa Bom Samaritano na quarta-feira (4). Já na sexta-feira (6), haverá uma capacitação para médicos, enfermeiros e outros profissionais da rede de saúde.

Casos em Araçatuba e onde buscar ajuda

Em Araçatuba, 17 casos estiveram em tratamento somente no ano de 2022. Desse número, 15 são multibacilares e dois são paucibacilares. Um total de 13 novos casos foram identificados no ano passado.

Caso exista suspeita de hanseníase, o cidadão deve procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima de sua residência para receber um encaminhamento para o Ambulatório de Hanseníase no CES (Centro de Especialidade em Saúde) Auxilium. O paciente vai receber atendimento médico especializado para confirmação diagnóstica, classificação da gravidade da doença, além de acompanhamento de qualquer intercorrência relacionada a hanseníase.

Hanseníase

A transmissão da doença acontece por meios das vias aéreas superiores de multibacilares (pacientes que possuem muitos bacilos em seu organismo). Apenas 10% da população que entra em contato com a pessoa multibacilar, sem tratamento, pode desenvolver a hanseníase, por isso, a doença é considerada de baixa patogenicidade.
 
O tratamento é feito com antibióticos em doses supervisionadas mensais e diariamente autoadministradas em casa, variando o tempo de tratamento conforme a gravidade do caso. 

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