O ex-vereador José Fermino Grosso, que tem sido um fiscalizador atuante das ações da Prefeitura de Birigui (SP), publicou dois vídeos na tarde de segunda-feira (13) denunciando a superlotação e possível demora no atendimento no pronto-socorro municipal.
O primeiro vídeo foi gravado no setor destinado a adultos, onde as imagens mostram as cadeiras na parte interna do prédio todas ocupadas e ainda havia pacientes aguardando atendimento na área externa do prédio.
Em seguida, ele publicou outro vídeo gravado no setor de atendimento pediátrico. Nesse espaço também havia dezenas de pessoas na área externa, inclusive mulheres com crianças de colo e, segundo Fermino, algumas aguardavam atendimento havia mais de 4 horas.
Demora
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura, já que o ex-vereador fez duras críticas à administração municipal, mas foi orientada a pedir informações à BHCL (Beneficência Hospitalar de Cesário Lange), que é a gerenciadora do pronto-socorro de Birigui.
Em nota, a OSS (Organização Social de Saúde) afirmou que todos os profissionais contratados estavam presentes na unidade de saúde na tarde de segunda-feira, incluindo equipe médica de sete profissionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem e equipe de apoio.
Com relação à equipe de médica de atendimento em pediatria, a entidade afirmou que também estaria completa e sem faltas.
Gravidade
Ainda de acordo com a BHCL, antes do atendimento médico todos os pacientes passam pela classificação de risco e o tempo de espera para consuta pode variar.
"Com grande fluxo de atendimento como hoje, a classificação ajuda a atender quem é mais urgente e o tempo de espera para os pacientes não tão graves, que podem esperar sem agravamento, demora um pouco mais e logo esse fluxo de pacientes da unidade vai baixando", informa a nota.
Quanto ao tempo de espera na pediatria, a entidade argumenta que também é seguido o fluxo e o atendimento prioritário é por gravidade. "Afirmamos que o tempo de espera segue o protocolo de classificação", informa a nota.
Informalmente a reportagem foi comunicada que uma criança que teria sido picada por escorpião teria provocado a demora no atendimento dos demais casos, mas essa informação não consta na nota oficial.
