Assim que os casos da covid-19 começaram a ser confirmados no Brasil, houve uma corrida da população para a compra de máscaras de proteção e álcool em gel para a limpeza das mãos. Os produtos já não são encontrados na maioria dos supermercados e farmácias da região de Araçatuba (SP). E quando o consumidor encontra, o preço está inflacionado, porque eles estão em falta também nas indústrias e distribuidoras.
No entanto, o médico infectologista Igor Barcellos Precinoti, de Birigui (SP), afirma: “o uso inadequado dos EPIs (equipamentos de proteção individual), às vezes, é mais prejudicial à saúde do que não utilizar.”
O alerta é principalmente para o uso de máscaras descartáveis de proteção, que são ineficientes como fator de proteção de pessoas saudáveis. “Tem pessoas que querem usar máscara o dia inteiro e isso não faz sentido, porque depois de aproximadamente três horas de uso, ela satura e para de proteger”, explica.
Outro problema é que as pessoas não treinadas para usá-las acabam se incomodando e levando mais a mão ao rosto, o que aumenta o risco de contaminação.
“O uso dos EPIs tem que ser racional. Não é que não queremos que as pessoas usem, mas tem que ser racional. Quem deve usar? Principalmente as pessoas que estão com sintomas, porque a máscara impede a transmissão, e aquelas pessoas que vão entrar em contato com pessoas sintomáticas, como o médico que vai fazer o atendimento, a enfermeira que fará a triagem, a recepcionista que vai pegar os documentos, etc.”
Mãos
A higienização correta das mãos é a principal arma contra o coronavírus, que é transmitido pelo contato. Quem está tossindo ou espirrando vai contaminar as superfícies que tocar, como teclado, mouse, maçaneta, corrimão, torneiras, etc. Por isso a necessidade de reforçar a higiene com álcool 70% (podendo ser líquido ou em gel) e a lavagem das mãos.
Na questão do álcool, o substituto é água e sabão. “Se você higienizar as mãos com água e sabão, você consegue prevenir o vírus da mesma maneira”, afirma.
A vantagem do álcool em gel, segundo o médico, é a praticidade e a possibilidade de se higienizar em qualquer lugar. “Por exemplo, você pegou um ônibus e ao sair dele não precisa ir atrás de uma pia com água e sabão. O álcool você carrega. Só que há uma escassez mundial desses insumos, então é preciso ter o uso racional. E esse é mais um motivo para se evitar sair de casa e evitar aglomerações, pois assim, evita a necessidade de se usar esses produtos”, finalizou
A orientação dos profissionais da Saúde é para que os moradores tomem medidas que ajudam a evitar a contaminação. Os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas são:
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Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os cinco momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
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Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
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Evitar contato próximo com pessoas doentes;
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Ficar em casa quando estiver doente;
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Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
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Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
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Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
Fonte: Prefeitura de Birigui