Um menino de 10 anos morreu na manhã de quinta-feira (17), na Santa Casa de Araçatuba (SP), onde estava internado devido a complicações depois de lesionar o joelho. A criança morava em Penápolis com a família e o caso teria acontecido no início da semana.
A reportagem apurou que o menino teria ferido o joelho em um brinquedo durante passeio em um parque. Foi enviado e-mail para a Prefeitura de Penápolis, perguntando sobre o atendimento ao menino nas unidades de saúde da cidade, mas não houve resposta.
Grave
O que foi apurado é que devido à gravidade do quadro clínico, o município solicitou vaga para a Santa Casa de Araçatuba e a transferência foi feita durante a madrugada de quinta-feira, pela Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde).
O paciente teria dado entrada já em caso clínico grave e permaneceu em tratamento na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica. O óbito foi constatado pouco antes das 10h e o velório ocorreu na sexta-feira (18), na capela Bom Pastor Memorial, em Penápolis, com o enterro sendo realizado às 13h30.
A escola municipal Marilena Cirpriano, no Jardim Eldorado, em Penápolis, publicou nota nas redes sociais lamentando a morte da criança. Segundo a postagem, o menino era aluno do 5° ano A. Ele residia com a família no bairro Colina Verde.
Outro caso
Em agosto deste ano, uma menina de 3 anos e meio morreu na Santa Casa de Araçatuba, dias após sofrer uma queda de patins e também lesionar o joelho. Na ocasião, a assessoria de imprensa da Prefeitura emitiu nota informando que ela esteve no pronto-socorro municipal acompanhada da mãe, relatando trauma no joelho e no pé esquerdos.
A menina foi atendida pelo pediatra, examinada, medicada e encaminhada para avaliação pelo ortopedista, tendo recebido alta, com orientações de retorno. No dia seguinte ela retornou ao pronto-socorro acompanhada da tia, com queixa de dor no joelho e abdominal.
Grave
Ao examiná-la, a equipe médica constatou sinais de alteração em exame físico e alteração de sinais vitais. Após atendimento em sala de emergência e estabilização pela equipe multiprofissional, regulada pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), ela foi transferida sem intercorrência em uma USA (Unidade de Suporte Avançado) para a Santa Casa, onde morreu um dia depois.
O hospital não divulga informações sobre causa de morte constante na declaração de óbito, pois o documento é restrito à família e não pode ser divulgado, em respeito às normas que regem a ética médico-hospitalar.
