Cotidiano

Morte de bebê é investigada pela Vigilância Epidemiológica de Araçatuba

Quando há a notificação do óbito infantil, fetal ou de mulheres em idade fértil, inicia-se investigação epidemiológica

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba 
21/06/20 às 14h24

A Vigilância Epidemiológica de Araçatuba (SP) iniciou procedimento para investigar as causas da morte de um bebê recém-nascido, ocorrida no início deste mês.

Em nota enviada ao Hojemais Araçatuba , a Secretaria de Saúde explicou que é um procedimento normal, pois desde que há a notificação do óbito infantil, fetal ou de mulheres em idade fértil, inicia-se uma investigação epidemiológica.

“Trata-se de uma investigação do óbito, pois entra em quadro de mortalidade infantil. O fato de fazer a investigação não sugere negligência médica”, informa a nota.

O pai do menino procurou a polícia na tarde de terça-feira (16), após ser procurado por uma agente de saúde.

Segundo ele, ela estava acompanhada de uma representante da Saúde municipal e fizeram várias perguntas sobre a morte da criança, informando que o questionamento fazia parte de uma auditoria interna sobre o caso.

Preocupado, ele pediu que a polícia apure se houve alguma negligência no atendimento prestado ao filho dele.

Caso

O homem contou que o bebê nasceu em 11 de maio, na Santa Casa de Araçatuba. Na ocasião, foram feitos todos os procedimentos, passou pelo "teste do pezinho" e nada de anormal fora constatado.

Porém, segundo o pai do menino, no do dia 24 a criança parou de mamar, ficou muito sonolenta e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado para levá-la ao pronto-socorro.

Ainda de acordo com o pai, a médica que atendeu o bebê pediu para verificar se a criança era diabética, o que não foi diagnosticado, e foi ministrado soro fisiológico glicosado.

Em seguida, houve a transferência do paciente para a Santa Casa, por apresentar quadro de desnutrição e desidratação.

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Anormal

No hospital, houve nova avaliação da taxa de açúcar e de sódio no sangue da criança e constatou-se estar bem fora dos padrões de normalidade, segundo o pai do menino.

A criança foi internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal e dois dias após a internação, teria entrado em coma. A morte foi constatada sete dias depois, em decorrência de parada cardiorrespiratória.

Por fim, ele informou à polícia que na certidão de óbito a causa da morte consta hipertensão intracraniana grave, hemorragia intraparenquimatosa e desidratação hipernatrêmica grave.

Investigação

De acordo com a Secretaria de Saúde, a investigação do caso tem a participação de diversos departamentos da Saúde, entre eles a Atenção Básica, hospitais e especialidades.

“É feita uma investigação de todos os serviços, com a coleta de dados que é realizada para verificar todos os atendimentos e assistência prestados para a criança”, finaliza a nota da secretaria.

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