Solicitação
No edital publicado nesta semana, a Prefeitura fala que a revogação e encerramento do edital foi “solicitação da contratada e concordância da requisitante”, sem explicar o motivo.
Questionada sobre o investimento, a Secretaria de Educação, em nota enviada pela assessoria de imprensa, informou que houve a intenção da aquisição e treinamento dos professores para a melhoria nas unidades escolares, porém como a empresa vencedora do certame não conseguiria cumprir o prazo de entrega, foi solicitado o cancelamento.
Não foi informado de onde viria o recurso para a aquisição dos equipamentos.
Impugnação
Antes de ser realizado o pregão, a Prefeitura negou um pedido de impugnação do edital feito pela empresa Acsma Comércio Ltda, que falou em direcionamento indevido.
Segundo a empresa, em consulta aos equipamentos de grandes fabricantes de lousas e notebooks, foi constatado que apenas um grupo seleto atenderia o edital. O pedido era por flexibilização das especificações, permitindo também a oferta de equipamentos com características similares.
Em resposta, a administração informou que houve uma extensa pesquisa de mercado, com descrição das características que seriam necessárias para atendimento das necessidades, negando que estaria restringindo o caráter competitivo.
Polêmica
A aquisição de lousas digitais foi citada várias vezes por vereadores da Câmara de Birigui. A comparação é sempre com a necessidade de instalação de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula da rede municipal de ensino, o que não foi feito ainda devido à necessidade de reforma da fiação em praticamente todas as escolas.
Na gestão anterior, esse projeto de adequação ficava em aproximadamente R$ 4 milhões. Hoje, segundo a administração, a estimativa é que o valor tenha subido para R$ 6 milhões, devido ao aumento dos materiais.