Cotidiano

Serviço de Endoscopia da Santa Casa de Araçatuba volta a emitir laudos com imagens

Recurso estava indisponível desde a mudança do serviço para o prédio do Centro Ambulatorial e Diagnóstico, em dezembro; dinheiro doado por farmácia na cidade ajudou na aquisição de equipamentos

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
01/07/22 às 12h05
Em média são realizados 200 exames de endoscopia por mês na Santa Casa de Araçatuba (Foto: Divulgação)

O Serviço de Endoscopia da Santa Casa de Araçatuba (SP) voltou a emitir e entregar aos pacientes as imagens dos exames realizadas na unidade. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, em média são realizados 200 exames por mês, incluindo endoscopias digestivas altas, colonoscopias e broncoscopias.

A emissão das imagens estava indisponível desde a mudança do serviço para o prédio do Centro Ambulatorial e Diagnóstico, ocorrida em dezembro.

Para que ela fosse retomada, a Santa Casa investiu R$ 20 mil na aquisição de equipamentos, sendo que R$ 10 mil foram doados pela Drogamax Hiperfarma. O valor foi arrecadado com as inscrições de uma corrida de rua. O hospital ofereceu uma contrapartida do mesmo valor.

Os equipamentos adquiridos foram o iKap, sistema de captura de imagens que possibilita gerenciamento completo de imagens e laudos, como captura de fotos e vídeos dos exames, editor de laudos, impressão dos laudos com layout configurável e armazenamento dos exames realizados, dentre outras funções.

Também foi adquirido um mini PC Dell com HD de 1 Terabyte (TB), placa externa de captura de imagens, para fazer a conexão com todas as salas de exames e laudos. Além disso, uma impressora colorida foi contratada em forma de comodato.

Segurança

A médica endoscopista Adriana Bassani Nassri explica que a inclusão de fotos de imagens capturadas durante os exames é importante para a segurança do paciente, dos médicos que realizam os procedimentos e dos médicos que solicitaram o exame.

“Independentemente de haver uma lesão importante ou que esteja tudo normal, é fundamental que o paciente tenha acesso a isso. Por outro lado, as imagens dão ao endoscopista segurança para fundamentar o laudo e o médico que solicitou o exame tem as imagens necessárias fechar um diagnóstico seguro”, explica. 

A médica integra equipe composta por quatro endoscopistas que atuam no Serviço de Endoscopia da Santa Casa de Araçatuba. A unidade é chefiada pelo médico Sérgio Godoy Rodrigues.

O serviço é referência para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) de 40 cidades da região e para vários planos privados de saúde. Os laudos e prints das principais imagens captadas são entregues aos pacientes logo após o exame ser concluído. 

Cobrança

De acordo com o que foi informado, o hospital recebeu queixas no período em que as imagens não estavam sendo incluídas no laudo, principalmente por parte de pacientes de cidades da região. Por isso, a diretoria da Santa Casa decidiu restabelecer o sistema de forma prioritária.

Da média de 200 exames realizados por mês no hospital, maioria é de endoscopia, seguido de colonoscopia. Esses procedimentos são solicitados por gastroenterologistas, coloproctologistas, pneumologistas e clínicos gerais em várias circunstâncias.

As três principais são para pedidos de endoscopia digestiva alta são dores epigástricas, hematêmese (presença de sangue em vômitos) e melena (fezes muito escuras). Na colonoscopia, boa parte dos pedidos é para rastreio de câncer colorretal, sangramento vias retal e dores abdominais. A broncoscopia é solicitada para diagnóstico de doenças pulmonares.

O Serviço de Endoscopia da Santa Casa de Araçatuba atua também em apoio às urgências e emergências. Hemorragias digestivas e intestinais e retirada de corpo estranho de cavidades como nariz e garganta, estão dentre as principais causas dos atendimentos emergenciais.

Endoscopista alerta: colonoscopia precisa ser exame de rotina

Pacientes que procuram o Serviço de Endoscopia da Santa Casa de Araçatuba para realizar colonoscopia de rotina se destacam no total de exames da modalidade realizados.

No entanto, na avaliação da endoscopista Adriana Bassani Nassri, a procura está aquém do necessário, já que protocolo mundial preconiza que homens e mulheres acima de 45 anos, com queixa ou não de problemas gastrointestinais, devem realizar uma colonoscopia como rastreio de câncer colorretal.

Existem outras situações nas quais o paciente precisa realizar o exame, independentemente de estar na faixa etária mínima: sangramento ou antecedente familiar de câncer colorretal. O diagnóstico da Doença Diverticular dos Cólons, também é umas indicações comuns dentre pacientes com mais de 60 anos. 

“Durante um exame de rotina podem ser encontrados pólipos que são lesões pré-malignas ou não. O intuito é identificar essas lesões e tratá-las durante o procedimento para que não evoluam para um câncer”, afirma a endoscopista.

Adriana explica que pessoas dessa faixa etária devem encarar a colonoscopia com a mesma seriedade e empenho com que realizam outros exames de rastreamento, como a colposcopia e a mamografia para rastreio de cânceres de colo de útero e mama respectivamente, no caso das mulheres, e o exame de toque retal, no caso dos homens, para analisar alterações sugestivas ao câncer de próstata.

Conscientização

A médica atribui a baixa procura por colonoscopia de rotina à falta de informações sobre sua importância para diagnóstico precoce de câncer colorretal e a alguns mitos por se tratar de um exame invasivo.

De acordo com a endoscopista, o preparo para o exame que dura em torno de 36 horas e inclui uso de laxantes e impõe restrições alimentares, é o único incomodo relacionado à colonoscopia.

“O exame é feito sob sedação e aqui em nosso Serviço de Endoscopia, que considero de ponta e de excelência. A sedação é realizada com anestesista que permanece na sala de exame durante todo o procedimento, o que representa conforto para os pacientes, extremamente importante para nós endoscopistas”, finaliza.

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