Cultura

Companhia reestreia Íris em duas sessões em Araçatuba

Primeira sessão acontece neste domingo (20), às 20h, no Centro Cultural e Outro

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
19/10/19 às 11h00
Espetáculo traz em cena os atores Igor Palmieri e Sílvia Teodoro, e o músico João Gabriel (Foto: João F. Tavares Kawasaki/Divulgação)

Após uma série de apresentações em cidades da região de Araçatuba, a Cia. do Blefe, companhia araçatubense, encena o espetáculo Íris – Memória, em duas sessões no município.

A primeira acontece neste domingo (20), às 20h, no Centro Cultural Um e Outro. A segunda será no próximo final de semana, no dia 27, no mesmo horário e local. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada para estudantes, professores, aposentados, classe artística).

Além disso, a companhia também disponibiliza a “lista amiga”, onde o interessado garante ingressos no valor de R$ 10. Basta enviar o nome e de convidados para ciadoblefe@gmail.com. O e-mail deve ser enviado até o dia da apresentação, antes das 19h. Para a segunda apresentação (do dia 27), a cia começa a receber os nomes a partir desta segunda-feira (21).

Solos

“Íris – Memórias” é composto por dois solos: Sinfonia do Adeus e Interior. Os solos que compõem o trabalho refletem as memórias dos integrantes da companhia e de pessoas que participaram do workshop de dramaturgia oferecia pela cia no projeto Outras Cenas, oferecido no ano passado no Sesc Birigui.

Sobre os solos, o diretor, que também assina o texto da peça, explica que o solo Sinfonia do Adeus foi escrito a partir das suas memórias, mas com fatos ficcionais também. “É um texto que tem muita influência da literatura, de obras como de Mia Couto, Florbela Espanca, Shakespeare, Beckett”, destaca o diretor da peça, Mauro Junior.

Estreia e reestreia

“O espetáculo reestreia e ao mesmo tempo estreia, em Araçatuba. Ano passado, pelo projeto Outras Cenas, a cia gestou o espetáculo ‘Íris – Memória’, apresentamos em sete cidades da região (Buritama, Guararapes, Auriflama, Birigui, Ilha Solteira, Penápolis e Coroados), mas não fizemos nenhuma apresentação na cidade sede da cia”, frisa.

Sobre a sensação de reestreia, ele explica que o elenco do espetáculo mudou. Os atores Eduardo Amaral e Ed Barba deram lugar à atriz Sílvia Teodoro e, que faz o solo Sinfonia do Adeus, e ao ator Igor Palmieri, no solo Interior.

“Esta reestreia do espetáculo, com o elenco modificado, com outras possibilidades de leitura, nos dá novo fôlego. Pois, por circunstâncias da vida, este ano foi muito difícil para nós enquanto coletivo de teatro. Estivemos por um triz, mas reagimos da melhor maneira. Retomamos nosso “projeto-escola”, aquele que verdadeiramente nos ensina o valor do teatro: o encontro entre o ator e o público”, completa.

Durante todo o espetáculo, a música é executada ao vivo pelo músico João Gabriel, de Araçatuba. No repertório, Roberto Carlos, Luís Gonzaga, Lenine, Sérgio Menezes, músico araçatubense, e músicas do cancioneiro popular. Além de Mauro, o espetáculo também é produzido com textos de Heitor Gomes e Ed Barba.

Segundo diretor Mauro Junior, texto recebe influências literárias (Foto: João F. Tavares Kawasaki/Divulgação)

Continuidade

O trabalho da companhia investiga a prática de treinamento e procedimentos dentro de um processo de criação protagonizada pelo ator-criador em cada etapa.

De acordo com Mauro, o projeto pede uma continuidade, onde haverá espaço para a reflexão e prática por meio de oficinas e compartilhamento com o público em fases de aberturas de processo. “É um projeto que fomenta a autonomia do ator, a potencialização do ato criativo, a hibridização e o estilhaçamento de linguagens, como teatro, fotografia, vídeo, performance, artes visuais-instalação, música”.

“Acreditamos na potência do tema memória para inaugurar nosso projeto autoral, afinal nada mais ímpar do que nossas lembranças, imagens, referências, vivências e esquecimentos”, conclui.

Cia

A Cia. do Blefe surge em 2015, em Araçatuba, do intercâmbio entre artistas de diferentes bagagens. O espetáculo “Braseiro” foi o ponto de partida da história da companhia. No mesmo ano, o processo de montagem da obra deu início ao Núcleo de Residência Artística, coordenado por Mauro Júnior, e promovido pelo Programa Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, gerenciado pela Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura).

Após Braseiro, veio Folia dos Reis, uma proposição do Sesc Birigui à companhia. Em seguida, Escorial e Íris, Primeira Unidade: Memória.

Serviço
”Íris - Memória”

Dias 20 e 27 de outubro, às 20h, no Centro Cultural Um e Outro (Rua Alexandre Fleming, 48 - Vila Nova)

Ingressos: R$ 20 (inteira)

R$ 10 (meia-entrada para estudantes, professores, aposentados, classe artística e “lista amiga”)

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