A bailarina e fotógrafa Camila Vinhas Itavo, de Araçatuba (SP), terá suas fotografias reproduzidas no curta-metragem goiano “Arapucas”.
Por conta da covid-19, o filme terá sua pré-estreia on-line, neste sábado (9), pelo no canal do Youtube da Kam Filmes, às 20h. O acesso é gratuito. Após a exibição de hoje, o link não está mais disponível.
As imagens retratam a natureza, focando principalmente a vida dos pássaros, já que o filme retrata a história da documentarista ornitóloga Gaia (Rafaella Pessoa), que em meados dos anos de 1980 se perde em uma estrada isolada no meio de uma floresta.
De acordo com Camila, as fotos foram registradas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no Estado de Goiás, nos anos 2008, 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017, para o seu trabalho de corpo-câmera. Ela não sabe quais imagens serão usadas no filme e nem a quantidade.
Camila chegou até o filme durante um curso de pós-graduação em cinema e audiovisual na Faculdade de Cinema da UFG (Universidade Federal de Goiás). Ela conheceu vários diretores de cinema, que já tinham produtoras e realizavam filmes, entre eles Danilo Kamenach, diretor de “Arapucas”. Na época, ele tinha essa história, mas não havia imagens que ilustrassem o trabalho da bióloga.
“Filmar bichos no ambiente natural é realmente uma tarefa difícil. Na época que fazíamos a pós, eu tinha comentado com ele e com a equipe que eu tinha essas imagens, porque havia feito um trabalho de imersão fotográfica na Chapada dos Veadeiros e em outros locais e que eu colecionava imagens de bichos em seu ambiente natural”, explica.
Camila também comenta que para filmar e fotografar esses animais, ela ficou hospedada algumas vezes na casa de uma amiga, na comunidade quilombola do Moinho, que fica no coração da Chapada. Para as saídas fotográficas, ela acordava às 4h para iniciar os trabalhos às 4h40, recorda.
Silêncio
“Fico muito à vontade na mata, mesmo estando sozinha, e isso me fez sair com a câmera na madrugada pela Chapada dos Veadeiros para observar os bichos. Tem de ser sozinha porque eles são muito sensíveis, escutam tudo. Então qualquer som que façamos com os passos, os bichos vão para longe de nós”.
