A partir disso, a fundadora do Baque D´Orum conta que o plano é colocar em prática no município as atividades que já são desenvolvidas na nação Porto Rico. “Pretendemos desenvolver tudo aqui. O maracatu tem o cunho social e educativo muito importante, além do percussivo. O ritmo do maractu traz as pessoas. Quando vamos aos bairros, a gente percebe a aproximação mas ainda causa um estranhamento. Então, primeiro, precisamos desse cantinho”, detalha.
Antigamente, o local de encontro dos batuqueiros era a praça Getúlio Vargas. O grupo também estava se encontrando todos os domingos no bairro Águas Claras, a partir das 16h30, mas devido a uma ameaça recebida, os ensaos abertos foram suspensos temporariamente. O coletivo também tem uma sala cedida pela Secretaria Municipal de Cultura, que está aberta para ensaios, às quartas feiras à noite, mas ainda não foi utilizada por conta da pandemia.
Projetos
O grupo comemora algumas conquistas, como a seleção no edital de apoio a projetos de formação, preservação e fomento cultural, pelo ProAC Municípios, Programa de Ação Cultural do Estado. Com isso, durante os meses de setembro, agosto e outubro do ano passado, aos domingos, o coletivo realizou o projeto “Maracatubá: a vinda dos saberes do maracatu nação para Araçatuba”, com diversas oficinas de instrumentos musicais utilizados no maracatu, turbante, dança e canto, entre outros.
A iniciativa foi realizada na Estação Cidadania, no bairro Atlântico, e contou com a participação de batuqueiros nativos de Recife (PE). O encerramento do projeto contou com um encontro de culturas populares e urbanas atuantes na cidade, na praça João Pessoa.
O grupo ainda esteve em Lins, protagonizando um dia de vivências no município, no evento “Com elas: Baque D`Orum, tradição e axé da Nação do Maracatu Porto Rico”. O coletivo também participou de três dias de vivências em Sorocaba, no evento “5º Xirê Mukumby” , onde, segundo Aline, foi possível receber pela oralidade os ensinamentos direto do encontro com o mestre Chacon Viana da Nação Porto Rico e a mestra Joana Cavalcante, da Nação Encanto do Pina, além de batuqueiros de diversos grupos que atuam nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.