Com o avanço da epidemia do coronavírus em meados de março e os cancelamentos de eventos e fechamentos de locais públicos, o mercado da música ao vivo sofreu um dos golpes mais duros de sua história. O que fazer quando o seu trabalho é a música? A classe artística teve que, então, pensar criativamente. Foi então que começaram os processos de reinvenção.
Dentre todos os cenários, um dos que mais se destacaram foi o sertanejo, com lives que deixaram o isolamento social mais leve e divertido. Aliás, o universo sertanejo nunca foi tão movimentado, mesmo com a falta de shows.
Uma das duplas que se destacaram no cenário sertanejo foi Luiz Henrique e Léo. Os amigos de Birigui (SP), já com 10 anos de carreira, lançaram em 2020 o EP “Fogueira”, que já beira os dois milhões de plays nas plataformas de áudio e vídeo. Também alcançaram números expressivos com os singles “Bem te Vi” (mais de dois milhões de plays) e “Amores Rasos” (mais de 15 milhões de plays), que é um feat com a dupla Henrique e Diego.
Luiz Henrique e Léo também tiveram que se reinventar e entraram na onda das lives, que arrecadaram verba, alimentos e EPIs para instituições de todo o Oeste e Noroeste paulista. Por liberação e avanço da região no Plano São Paulo, a dupla voltou a fazer, em novembro, algumas apresentações no interior de São Paulo, sempre respeitando os protocolos sanitários de segurança.
“Foi um ano de reinvenção, um ano difícil, mas conseguimos superar parte dessas barreiras. A gente tinha a gravação de um DVD programada para esse ano, mas por causa da pandemia o projeto acabou virando um audiovisual intimista, que é o Fogueira, que superou as nossas expectativas, só temos que agradecer por tudo”, contam.
