Cultura

Projeto inédito em Araçatuba organiza inventário de bens culturais do município

Iniciativa recebe o nome de Inventário Participativo de Bens Culturais; população pode indicar bens materiais e imateriais por meio de um formulário eletrônico; veja como participar 

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
16/02/21 às 19h15
Projeto é de autoria do produtor cultural Rafael Batista e recebe a curadoria do histriador Daniel Lima (Foto: Divulgação)

O que a interjeição "vôti", o rio Tietê a escultura Vitória de Samotrácia, localizada na Bioblioteca Municipal Rubens do Amaral, e benzedeiras, parteiras, entre ouros, têm em comum? Todos podem ser considerados bens culturais de Araçatuba (SP). 

Com foco em resgatar e catalogar os bens materiais de Araçatuba, sejam eles materiais ou imateriais, um projeto inédito na cidade, que recebe o nome de IPBC (Inventário Participativo de Bens Culturais), quer ouvir a população.  

Idealizado pelo produtor culturais e diretor da Aruê! Arte, Cultura e Holismo, Rafael Batista, o grande diferencial da iniciativa é a colaboração da sociedade para catalogar o patrimônio histórico araçatubense, que será convidada, oficialmente, por meio de carta convite a ser encaminhada para associações, entidades, universidades, imprensa e outros órgãos. 

Participe

Será realizada uma pesquisa junto à população por meio de formulários digitais. “O fato de o araçatubense indicar os itens a serem inclusos no inventário, o coloca como protagonista daquilo que é relevante em sua própria história”, observa o idealizador.

A população pode, e deve, participar indicando os bens culturais de relevância para o município. As indicações podem ser feitas po meio do formulário eletrônico: https://cutt.ly/6kQX48U . Para saber mais sobre a educação patrimonial, e assim poder preencher o formulário, o grupo disponibiiza um vídeo ( confira no final do texto ). 

Site

Segundo Batista, o IPBC valorizará a cultura araçatubense referenciada nos bens culturais, que vão desde patrimônios naturais, como o rio Tietê e do ribeirão Baguaçu, monumentos arquitetônicos, como os templos budistas, esculturas públicas, como a Vitória de Samotrácia, localizada na Biblioteca Municipal Rubens do Amaral, guardiões de saberes tradicionais, como vaqueiros, parteiras, benzedeiras, entre outros. 

Com os bens sugeridos, será realizada uma curadoria e todo o material será disponibilizado digitalmente por meio de um site, gratuitamente, contendo uma imagem e um descritivo breve do bem cultural ali envolvido.

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“Educadores e instituições de ensino poderão utilizar o material como recurso de apoio pedagógico em sala de aula e mesmo através de visitas a campo. Já pensou que bacana um tour pelos Bens Culturais da cidade?”, finaliza Rafael Batista.

O projeto tem curadoria do historiador e mestre em educação Daniel Fernando de Lima, consultoria para a catalogação de material de interesse histórico-cultural pelo professor e historiador Renan Farjado, e é realizado em a parceria com a 1º de Janeiro – Comunicação Cultural e Estúdio Criativo Alices Contra. 

Curadoria 

O historiador Daniel Lima, que fará a curadoria das indicações, exlica que os critérios para a seleção são técnicos, fundamentados pelas diretrizes do INRC ( Inventário Nacional de Referências Culturais), de 2000, estabelecidos pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). 

“O patrimônio cultural de um povo é formado pelo conjunto dos saberes, fazeres, expressões, práticas e seus produtos, que remetem à história, à memória e à identidade desse povo. Patrimônio é tudo o que criamos, valorizamos e queremos preservar: são os monumentos e obras de arte, e também as festas, músicas e danças, as comidas, os saberes, fazeres e falares. Tudo enfim que produzimos com as mãos, as ideias e a fantasia”, ressalta Lima. 

Para isso, o INRC estabelece cinco categorias: lugares, objetos, celebrações, formas de expressão, saberes e ofícios. Com as indicações da população, pesquisadores sairão a campo coletando informações mais detalhadas dessas referências culturais.

Cidadania

“O inventário é, primordialmente, uma atividade de cidadania. Seu objetivo é construir conhecimentos a partir de um amplo diálogo entre as pessoas, as instituições e as comunidades que detêm as referências culturais a serem inventariadas. Sem a pretensão, contudo, de formalizar reconhecimento institucional por parte dos órgãos oficiais de preservação. Um dos objetivos é fazer com que diferentes grupos e diferentes gerações se conheçam e compreendam melhor uns aos outros, promovendo o respeito pela diferença e o reconhecimento da importância da pluralidade”, finaliza Lima. 

É apoiado com recursos da Lei Emergencial Aldir Blanc nº 14.017, de 29/06/2020, que foi sancionada pelo Governo Federal, e gerido pela Prefeitura Municipal de Araçatuba através da Secretaria Municipal da Cultura.

Para saber mais informações, a Aruê! Arte, Cultura e Holismo disponibiliza outros detalhes pelo YouTube e Facebook , e no Instagram @arue.bensculturais.

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