Cultura

“Quero levar a alegria que eu tive no The Voice+”

Sueli Rodrigues, de Araçatuba (SP), ganhou destaque nacional no reality show; após sua participação na final, a cantora comentou sobre a experiência, detalhes da sua participação no programa e planos na música

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba
18/04/21 às 12h50
Sueli esteve entre os oito finalistas da temporada de 2021 do programa (Foto: Gshow)

Fã de Alcione e de samba, a cantora araçatubense Sueli Rodrigues, de 65 anos, viu a música entrar de vez na sua vida em 1984. Cantou em diversos grupos, percorreu cidades do Estado de São Paulo e, recentemente, ganhou destaque nacional no palco do reality The Voice +, da Rede Globo.  

Sueli esteve entre os oito finalistas da temporada de 2021 do programa, cuja final foi disputada no dia 4 de abril. Mesmo não conquistando o primeiro lugar e consequentemente a premiação de R$ 250 mil e contrato com a gravadora Universal Music, Sueli se considera uma vitoriosa. 

Em entrevista concedida ao Hojemais Araçatuba , após sua participação na final, a cantora comentou sobre a experiência, detalhes da sua participação no programa e planos na música. 

Participação

“Para mim, participar do The Voice+ foi um momento sublime, de receber e transmitir conhecimento; foi uma consagração desse meu lado da minha vida, da vida musical. Tem tanta gente que gostaria de estar naquele palco e eu pude fazer isso. 

Quem me mandou sobre a inscrição foi meu irmão, perguntando se eu tinha coragem de encarar. Não dei muita bola. Mas então, vi a propaganda na TV. Já tinha começado o período de inscrição. Era final de setembro do ano passado e eu não sabia se já tinham sido encerradas as inscrições. Fiz a minha inscrição, mandei vídeo cantando. Na mesma semana, recebi retorno no e-mail para confirmar a participação. Nossa, aí fiquei muito feliz”. 

Audição às cegas

“Gravei minha participação na audição às cegas em janeiro, mas em novembro já tinha assinado contrato. Não podia contar para ninguém e nem sair na mídia, somente depois que eu aparecesse no programa. 

Depois da inscrição, foram várias reuniões on-line. Vieram me gravar cantando aqui. Já os jurados, só conheci no dia das audições às cegas. 

Na verdade, eu nem vi direito aquele dia, só sei que fechei os olhos, baixei a cabeça e mandei ver. De vez em quando eu levantava os olhos. Você se inscreve achando que é difícil e é mesmo. Acho que teve mais de 10 mil inscrições, se não me engano. Depois que você é convocada, pensa: e agora? Se virarem a cadeira, tudo bem. Se não virarem, eu vou embora tranquila, tudo bem também. Mas aí eles foram virando. 

Escolhi a Ludmilla como minha técnica, pela sugestão do produtor, pois ele disse que tinha arranjos prontos de quase todas as músicas do time, e porque ela é uma garota jovem e está na mídia. De repente, ela poderia me passar coisas interessantes. Ela foi muito legal comigo, me elogiou bastante."

Final 

“Não gostei muito da final no que diz respeito ao repertório. Não é que não gosto da música que interpretei, Goldfinger (tema do filme "007 contra Goldfinger"), mas muita gente reclamou que não era conhecida. É uma música bonita e eu assisti algumas vezes minha apresentação, e não achei ruim. 

Na verdade, eu queria ter cantado New York, New York, de Frank Sinatra, que é uma música que conheço bem. Mas o produtor não permitiu. Esse lado não gostei muito. Também tinha preparado “Brasileiro” e o arranjo estava lindo. Queria muito ter cantado essa na final também. Mas a gente não tinha noção de como seria a final do programa. As músicas já estavam escolhidas, arranjos feitos, não pude mudar. 

Gostei de quem ganhou. Zé Alexandre (vencedor com 39,40%, representando o time de Claudia Leitte) é um grande cantor. A única coisa que eu acho que não deveria ter é o programa convidar candidatos que já trabalharam na área, como Dudu França e outros. Acho que isso fica desagradável para os candidatos, porque todo mundo fez inscrição. 

Torci para a Mariza Mel e dona Catarina. São pessoas desconhecidas e de muito talento.  

Apresentação com a Orquestra Jovem de Repertório Livre (Foto: Divulgação)

Alegria

“Para mim, o que muda agora na minha carreira na música é a exposição da minha imagem. Muitas pessoas começaram a me conhecer após o programa. Espero poder arrumar trabalhos, porque nessa idade não é fácil. 

Em Araçatuba e Birigui, faço participação em grupos como freelancer. Quando a pandemia acabar, já tenho vários projetos musicais preparados, inclusive para me inscrever em editais da Secretaria de Cultura. 

Quero levar a alegria que eu tive no The Voice+, o conhecimento que me passaram e a histórias de vida dos outros candidatos. O que vou levar daqui para frente são as experiências, carinho dos técnicos também. 

Trajetória 

Atualmente, o grupo que mais trabalho junto é a Orquestra Jovem de Repertório Livre, do mestre Areobaldo Manfredini. É um projeto muito bonito e gosto muito. Também faço um trabalho com grupo Raízes do Samba, de Araçatuba. 

Trabalhei por muitos anos com o Amigos da Seresta, de Araçatuba. Também participei de outros grupos, como Guanabara, Aquarius e Chão de Estrelas, que cantei por 10 anos. 

Em Araçatuba, não costumava cantar muito. Me apresentava em outras cidades, como São José do Rio Preto (SP). A gente também fazia bastante carnavais em Rio Preto, Bauru, Presidente Prudente etc. 

Samba

Samba é um dos meus ritmos favoritos. É um ritmo que gosto muito, que combina comigo. Parece que traz alegria. A Alcione é a minha cantora preferida. Tem também Beth Carvalho. Tenho até um projeto que se chama ABC do Samba, que eu canto músicas de Alcione, Beth Carvalho e Clara Nunes. Por isso ABC do Samba, por conta das iniciais dos nomes. 

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