O autor de teatro Antunes Filho, falecido em maio do ano passado aos 89 anos, trabalhou com artes cênicas por mais de 60 anos. Seus espetáculos focavam em questionamentos e reflexões sobre o ser humano e as angústias vivida pela humanidade.
Agora, parte do seu legado à frente do CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do Sesc, pode ser acessado em mostra que o Sesc São Paulo disponibiliza por streaming na plataforma de acervos Sesc Digital (sescsp.org.br/sescdigital).
Os conteúdos de Antunes Filho estão no ar (acesse aqui) desde o último sábado (2), data em que se completa um ano do seu falecimento. Os conteúdos podem ser acessados livremente, de forma gratuita e sem a necessidade de cadastro. Seguirão disponíveis para consulta após a homenagem, com a constante incorporação de novos itens do acervo do Sesc.
Na mostra, estão espetáculos na íntegra, como Lamartine Babo e Policarpo Quaresma, além de trechos de outras peças e uma série de depoimentos inéditos de atores, atrizes e personalidades no programa “O teatro segundo Antunes Filho”.
“Ao homenagear Antunes Filho, convidamos o público a entrar em seu universo de criações, experimentações e parcerias, onde a verve do fazer teatral anuncia a potência da arte como força transformadora, capaz de inspirar a formação de artistas, de públicos e de cidadãos. Que seu legado se mantenha instigante e inquietante, como Antunes Filho sempre foi”, conta o diretor do Sesc em São Paulo, Danilo Santos de Miranda.
Sobre Antunes Filho
Um dos mais prestigiados encenadores no panorama internacional, Antunes Filho (1929-2019) criou espetáculos que veiculam todo um pensamento sobre o teatro contemporâneo e refletem uma metodologia que envolve os intérpretes no estudo da estética, da filosofia, das fontes teóricas e dos documentos históricos associados ao tema encenado.
Uma das primeiras experiências profissionais de Antunes ocorreu nos anos 1950, como assistente de direção no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde conviveu com encenadores estrangeiros e de onde divergiu para integrar a primeira geração de encenadores brasileiros. Nas décadas seguintes, participou de movimentos de renovação teatral até estabelecer um grande marco das artes cênicas nacionais com a montagem de Macunaíma, nos anos 1980.
Sua intensa contribuição para o desenvolvimento do teatro brasileiro se fortaleceu com a instituição do CPT, criado em 1982, que dirigiu e coordenou até seu falecimento, em 2019.
*Com informações da assessoria de imprensa de imprensa do Sesc Birigui