O governador João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (6), que a quarentena que entrou em vigor no último dia 24 de março, será estendida até 22 de abril.
Com a medida, que entra em vigor a partir de quarta-feira (8), o estabelecimentos do comércio e de serviços considerados não essenciais seguem proibidos de funcionar.
Doria abriu o pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes com um apelo aos empresários para que não demitam nesse período, de crise em função da pandemia de coronavírus e listou algumas grandes empresas que teriam assumido esse compromisso.
Disse que há consenso entre as autoridades de saúde no Brasil e no mundo todo, pela manutenção do isolamento social. No caso do Brasil, nominou os ministros Luiz Henrique Mandetta, Sérgio Moro, Paulo Guedes e o vice-presidente Hamilton Mourão entre essas pessoas.
Em seguida, indiretamente atacou o posicionamento o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que é contra o isolamento e quer a volta da atividade econômica. "Será que um único presidente da República no mundo é certo, tem conhecimento para discordar o mundo que quer salvar pessoas?", questionou.
O governador informou que o governo vai continuar agindo com base na ciência, para proteger pessoas e salvar vidas e depois vai cuidar da economia. Porém, continuará dando assistência às pessoas que passam por necessidades.
Devem seguir funcionando durante a quarentena:
Hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas;
Transporte público;
Transportadoras e armazéns;
Empresas de telemarketing;
Petshops;
Deliverys;
Supermercados, mercados e padarias;
Limpeza pública;
Postos de combustível.
Deverão seguir fechados:
Bares;
Restaurantes;
Cafés;
Casas noturnas;
Shopping centers e galerias;
Academias e centros de ginástica;
Espaços para festas, casamentos, shows e eventos;
Escolas públicas ou privadas.
*Bares, cafés e restaurantes podem manter o funcionamento em sistema de delivery e/ou drive thru.