Após reclamações de consumidores, o Procon de Araçatuba (SP) está verificando suposto aumento abusivo de preços de combustíveis na cidade. Em menos de 24 horas, etanol e gasolina tiveram acréscimo de até R$ 0,50 nas bombas, o que pegou os consumidores de surpresa. Após o assunto ir para a mídia, os preços tiveram ligeiro recuo.
Conforme levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), na semana passada, o preço médio do etanol em Araçatuba era de R$ 2,319 - variando entre R$ 2,159 e 2,599. Já a gasolina custava R$ 4,177 (mínimo de R$ 3,957 e máximo, R$ 4,399).
Na manhã desta quinta-feira, os preços do etanol chegaram a R$ 2,799 e o da gasolina, a R$ 4,499. Após repercussão em redes sociais e entrevista do diretor do Procon para emissora de TV, os preços baixaram entre R$ 0,10 e R$ 0,15.
Investigação
Nesta tarde, o diretor do Procon de Araçatuba, Carlos Eduardo Bogar Spegiorin, percorria os postos revendedores para levantar os preços cobrados do consumidor. Os registros serão enviados à fiscalização da Fundação Procon, em São Paulo, para investigação de possível aumento abusivo de preços.
“A configuração de aumento abusivo não é simples. Estou fazendo os registros e os postos serão notificados a explicar o motivo do aumento. O mercado de combustíveis é de livre concorrência, porém o empresário não pode se aproveitar de uma situação para ter lucro exacerbado e colocar o consumidor em desvantagem. Eles terão que se justificar”, explicou.
Segundo Spegiorin, várias denúncias chegaram ao órgão na manhã de hoje, por isso a iniciativa. O diretor afirma que, após a alteração na política de preços da Petrobras, no ano passado, a mudança de preços nas bombas se tornou constante, porém não com uma variação tão grande (de até 20%).
Usinas
Nas usinas, o etanol registra três quedas consecutivas, segundo dados do Cepea/Esalq/USP. Conforme indicador semanal, entre os dias 24 e 28 de junho, o etanol foi vendido nas usinas por R$ 1,6040, queda de 0,4% na comparação com a semana anterior (de 17 a 21 de junho), quando o produto estava cotado a R$ 1,6105.
A reportagem entrou em contato com o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) para saber o motivo do aumento e aguarda resposta.