Ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) na época em que ele era deputado estadual, Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo. A operação foi realizada pelo MP e pela Polícia Civil do estado, também em apoio ao MP-RJ.
No mesmo dia, Fabrício Queiroz foi transportado de helicóptero para o Rio. Do Aeroporto de Jacarepaguá, na zona este, foi levado em comboio ao IML (Instituto Médico-Legal) para as medidas de praxe antes de dar entrada no sistema prisional.
Queiroz chegou a ficar algumas horas no Presídio de Benfica, na zona norte da cidade, e depois foi levado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste.
Investigações
As investigações do Ministério Público do Estado do Rio, que levaram à prisão de Queiroz, começaram em 2018 com a divulgação de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que indicou movimentações suspeitas nas contas de parlamentares, assessores e servidores públicos da Alerj, entre eles Fabrício Queiroz.
O trabalho levou à instauração de 22 procedimentos investigatórios criminais, de acordo com o MP, com o objetivo de esclarecer suposta participação de parlamentares e de servidores nas movimentações de valores.
O relatório surgiu durante a Operação Furna da Onça, um desdobramento da Cadeia Velha. As duas resultaram na prisão de parlamentares da Alerj por indícios de participação em esquema de propina ligado à organização criminosa liderada pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral.
