O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira para o julgamento de Mário Aparecido Rinaldini, 35 anos, e Ricardo Rodrigues da Silva, 37.
Eles foram denunciados pelo Ministério Público por tentativa de homicídio duplamente qualificada por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, que é Gilson Moisés Grotto.
O crime aconteceu em abril de 2008, quando ele tinha 29 anos, e foi atropelado em frente a um bar na avenida Dois de Dezembro, em Araçatuba, por ciúmes.
Segundo a denúncia, os réus, junto com uma terceira pessoa não identificada, estavam em um pagode no “Bar do Nicanor”, que ficava nessa avenida.
Ciúmes
Durante o evento, Mário encontrou uma ex-namorada e enquanto conversava com ela, por ciúmes, passou a encarar Gilson e outras pessoas que acompanhavam a jovem.
Houve uma discussão entre os dois, com trocas de ofensas. Percebendo a situação, Ricardo deixou o local com um irmão dele, entrou em um veículo VW Santana.
Ele estacionou o carro na avenida no lado oposto do bar e quando Mário entrou no veículo, o condutor fez o contorno na avenida e atropelou Gilson, que neste momento estava na rua.
A vítima foi atingida nas duas pernas, que foram prensadas em uma carretinha que estava estacionada no local. Após o atropelamento, Ricardo engatou marcha à ré e fugiu com o comparsa para Nova Luzitânia.
Amputado
Gilson foi socorrido, levado para a Santa Casa e, devido aos ferimentos, teve a perna direita amputada logo acima do joelho.
Apesar de o crime ter ocorrido em 2008, somente em março de 2017 os réus foram pronunciados e enviados para julgamento pelo Tribunal do Júri.
A sessão está marcada para começar às 9h desta quarta-feira, no Fórum de Araçatuba. Os réus aguardam julgamento em liberdade.