Justiça

Júri absolve pastor denunciado por assassinato

Crime aconteceu em fevereiro de 2014 e o julgamento foi na manhã desta quarta-feira, no Fórum de Valparaíso

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
22/05/19 às 17h11
Imagem: Ilustração

O Tribunal do Júri de Valparaíso (SP) absolveu o pastor José Salustiano da Silva, 37 anos, da acusação de homicídio contra Carlos Renato de Paula, 31.

O crime aconteceu na manhã de 2 de fevereiro de 2014 e o julgamento foi na manhã desta quarta-feira (22), no Fórum de Valparaíso. A defesa alegou legítima defesa, tese que foi acatada pelos jurados.

A acusação ficou por conta do promotor de Justiça Pierre Pena Rocha, que segundo consta na sentença, disponibilizada no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), defendeu a condenação do réu em plenário. Apesar da condenação, ele não deve recorrer, ainda de acordo com a sentença.

O processo não é digital, por isso, a denúncia não está disponível no site. Há apenas a decisão que determinou que o réu fosse encaminhado a júri popular.

Nela, consta que o crime aconteceu naquela manhã, na rua Bartolomeu Bueno, cometido com golpes de faca e de facão. O réu foi denunciado por homicídio simples, devido à existência de indícios de autoria e prova da materialidade.

A defesa, por sua vez, sustentou que Silva agiu em legítima defesa e manifestou pela absolvição.

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Polícia

No boletim de ocorrência do crime consta que a Polícia Militar foi informada de briga de pessoas com facas no local e os policiais encontraram a vítima ferida, caída no chão e desacordada.

O médico que esteve no local constatou que Carlos Renato já estava morto e única testemunha presente era a esposa de Silva.

Ela contou que ouviu quando o réu ele chegou em casa com uma perua Kombi da empresa na qual trabalhava e estacionou na garagem. Segundo a mulher, a vítima o aguardava em frente à casa dela.

Briga

Ela contou que ao ouvir uma discussão e sair no portão, viu a vítima falando alto com o marido dela, ao lado de outro homem que o acompanhava, o qual ela não conhecida.

Ainda de acordo com a testemunha, Carlos Renato estava com os braços e as mãos para trás, dando a entender que tinha uma arma que usaria contra esse homem que estava ao lado deles.

Ela afirmou ainda que sem saber o desfecho da discussão, viu o marido dela sair com a perua que estava na garagem e o desconhecido correu em direção à rua, enquanto a vítima estava caída no chão, ensanguentada.

Fugiu

A polícia não conseguiu encontrar o réu e a suposta terceira pessoa, mas apreendeu um facão de cortar cana e uma faca com vestígios de sangue.

Consta ainda no boletim de ocorrência que a mulher do réu não foi ouvida na delegacia porque estava grávida na época e ficou em estado de choque com a cena.

A sentença foi proferida pelo juiz Fernando Baldi Marchett e a defesa feita pelo advogado Luiz Carlos Braga. O réu já aguardava o julgamento em liberdade.

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