A dor lombar crônica é uma enfermidade muito prevalente na população em geral. Sua importância reside no fato de ser uma das principais causas de atendimento em serviços de emergência, bem como causa de afastamento do trabalho e pedido de auxílio-doença para o INSS.
Nem sempre a dor lombar significa doença, podendo ser causada por má postura ou sobrecarga mecânica. Mas quando a dor se torna persistente, acomete o indivíduo mesmo em repouso, acorda a pessoa durante o sono, ou irradia para as pernas, podemos estar frente a alguma doença mais séria, que precisa de avaliação com um especialista.
Alguns fatores favorecerem o desenvolvimento de doenças na coluna lombar, tais como tabagismo, excesso de peso corporal, trabalho braçal com posições desconfortáveis e má postura. Estes fatores podem enfraquecer as estruturas da coluna, especialmente os discos intervertebrais e os ligamentos, causando o que chamamos de discopatia.
Quando um disco intervertebral fica doente, ele desidrata, rompe-se e pode expelir fragmentos para dentro do canal da coluna, causando o que conhecemos por hérnia de disco, a qual pode comprimir uma raiz nervosa, levando a um quadro muito doloroso de dor na coluna e principalmente em uma das pernas.
Em casos mais severos, o canal da coluna fica estreitado, causando compressão de todas as raízes que transitam dentro do canal vertebral, e deixando as duas pernas doloridas. Com isso, há dificuldade para andar e dormência ou formigamento nos membros inferiores.
A maioria das doenças da coluna vertebral tem manejo conservador, ou seja, não cirúrgico, sendo que as opções terapêuticas vão desde medicamentos e fisioterapia, até procedimentos invasivos, como bloqueios e radiofrequência. Nos casos de falha do tratamento conservador, procedimentos minimamente invasivos tem sido indicados, ultimamente, no alívio das afecções da coluna vertebral.
Se você ou algum familiar apresenta dor lombar persistente com algum desses sintomas, deverá procurar um cirurgião de coluna vertebral para uma consulta detalhada.