A prática pedagógica, que tem como finalidade transmitir conteúdos para alunos, sem conhecê-los como indivíduos, não chegará à lugar algum, tendo em vista que o educando de hoje exige outras atitudes educativas por “n” motivos, como estrutura familiar comprometida, o acúmulo de informações e assim por diante.
Mais do que nunca, é preciso entender que o educador precisa conhecer a si mesmo, estar aberto para vivenciar cada momento de sua sala de aula sem perder de vista que seus alunos são carentes de vivências relacionais.
A prática de técnicas musicoterápicas vem ao encontro com esta necessidade de autoconhecimento, tanto para o educador quanto para o educando.
O papel do musicoterapeuta na educação permite que o educando desenvolva sua sensibilidade em aprender a ouvir, tenha o hemisfério direito do cérebro estimulado, desenvolva a escuta sensível e ativa, amplie suas possibilidades de escuta crítica, saia da “mesmice” para a criatividade, busque a concentração em qualquer atividade, tenha a oportunidade do relax e assimile com liberdade.
A música apresenta um canal direto para as emoções e estimula o lado direito do cérebro, responsável pela emoção, imaginação, intuição, criatividade e pode ajudar a complementar as funções do hemisfério esquerdo, o lado do raciocínio lógico.
Sendo uma energia cinética, efetua mudanças por meio da sua influência sobre a consciência humana, tanto de quem cria quanto de quem recebe, pois atrai e envolve emoções.
As técnicas musicoterápicas só podem ser descritas depois de vivenciadas. O que se pode adiantar é que envolvem sempre movimento, jogo, som, criatividade, liberdade , concentração, tendo a música como instrumento de interação entre professor e aluno.
Sendo assim, o estímulo para desenvolvimento da escrita criativa parte da audição contemplativa de músicas adequadas ao processo de concentração, vivência da imaginação na forma oral e coletiva para comparação das ideias surgidas durante a audição e possível criação de textos ou mesmo uma leitura.
Muito para falar e fazer, um trabalho digno para a liberdade da criação.