PET

Atendimento do médico-veterinário pode acontecer na conveniência do lar

Nova tendência faz com que o pet não sofra com o estresse de sair do seu lar

Sérgio Dias
03/04/24 às 08h16
Pixabey

Os pets vêm ganhando cada vez mais espaço nos lares brasileiros e, com isso, movimentando o setor com inovações em serviços e novas tendências. Na coluna dessa semana vamos falar sobre o atendimento médico-veterinário domiciliar, na qual o profissional avalia a saúde do animal no ambiente em que ele vive. 

Hoje em dia, principalmente após a pandemia, entregas, serviços e trabalho em domicílio ganharam destaque. Aqueles serviços que já eram comuns foram fortalecidos e devem ganhar ainda mais espaço em 2024. E é nesse espaço que o atendimento veterinário domiciliar se encaixa e a tendência é que ganhe cada vez mais força.

“Atualmente, a grande maioria dos pets é tratada como membro da família, recebe maior cuidado com a saúde física e tem suas necessidades emocionais compreendidas. No serviço domiciliar, o médico-veterinário acaba desempenhando o papel de 'médico de família', avaliando a saúde do animal de forma holística, o ambiente em que ele vive e a rotina familiar”, explica Henry Berger, Head Latam e Diretor-Geral da VetFamily no Brasil.

O atendimento domiciliar é, muitas vezes, a única alternativa para consulta de felinos, cães de grande porte, pets pouco sociáveis ou muito medrosos, lares com muitos pets e animais com necessidades especiais. Sair do seu ambiente já é um fator de estresse para boa parte desses animais, além do manejo de um pet com dificuldades de locomoção, com dor ou que é mais agressivo e precisa usar focinheira. 

O trajeto de carro, a recepção de um consultório com outros animais e o ambiente diferente causam estresse que pode, inclusive, comprometer ainda mais a saúde ou alterar sinais vitais momentaneamente, interferindo na avaliação do médico-veterinário.  

Outra vantagem do atendimento domiciliar é que ele permite um olhar aprofundado na prevenção de doenças e de condições crônicas que poderiam acometer os pets caso não fossem acompanhados de forma tão próxima. 

Adicionalmente, o médico-veterinário também consegue analisar aspectos do ambiente em que vive o pet, os quais poderiam interferir na sua saúde, como espaço para atividade física e mental, tipos de piso da residência que podem impactar na locomoção do pet, personalidade dos outros animais da casa etc.

Além disso, os médicos-veterinários já podem contar com equipamentos diagnósticos portáteis de alta qualidade para complementar a avaliação dos pacientes, como aparelhos de ultrassonografia, hematologia, uroanálise e outros, proporcionando maior conforto e qualidade assistencial para os animais.

Outra possibilidade é o tutor complementar o tratamento do seu pet com diversas especialidades médicas como fisioterapia, geriatria, pediatria, entre outros, e optar por um tratamento holístico do pet, como acupuntura, quiropraxia, fitoterapia etc.

A economia de tempo e custos com deslocamento são fatores relevantes para os tutores, sobretudo nas grandes cidades. Para lares com mais de um animal é possível coordenar os atendimentos preventivos para todos em uma única consulta. Já para animais com dificuldade de locomoção ou em tratamento prolongado é uma alternativa para que possa receber os cuidados em casa.

Mesmo com tantas vantagens, o atendimento presencial é necessário em diversas situações. “A consulta domiciliar é uma grande facilitadora, porém a saúde do animal deve ser colocada em primeiro lugar no momento da escolha”, alerta Berger. 

Para ele, clínicas e hospitais veterinários contam com equipes qualificadas e tomam medidas para atendimentos diferenciados. Cabe ao tutor avaliar a melhor opção. Além disso, exames mais complexos, cirurgias e internações não devem ser postergadas, sem falar em emergências, quando o tempo para a intervenção é primordial.

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