Com o aumento da expectativa de vida dos animais de estimação, casos de câncer têm se mostrado mais frequentes nas clínicas veterinárias.
De acordo com a médica-veterinária Analy Ramos Mendes Ferrari, da Camvet, de Araçatuba, a dieta balanceada que compõe as rações industriais de qualidade já é uma realidade em muitos lares, garantindo uma boa alimentação dos pets. Porém, como eles estão vivendo mais, houve um crescimento na quantidade de doenças comuns à população geriátrica, entre elas, o câncer.
"Os animais, antes, sofriam menos dessa doença pela menor expectativa de vida e menos cuidados com os pets por parte dos tutores. Hoje, porém, a expectativa de vida aumentou, mas isso não veio acompanhado de mecanismos para evitar o câncer. Daí a importância de um tratamento adequado e especializado”, explica a profissional.
Ela acrescenta que os sintomas principais são presença de úlceras/feridas que não cicatrizam, nódulos/aumento de volume, aumento dos gânglios linfáticos, edemas/inchaços, dor, claudicação, falta de ar/dificuldade para respirar, vômitos, diarreia, inapetência, entre outros, dependendo do tipo de câncer.
“Os principais tipos de câncer em cães e gatos são os de pele/subcutâneo (mastocitomas, carcinomas de células escamosas e melanomas), do sistema reprodutor (principalmente os tumores de mama nas fêmeas) e do sistema hematopoiético (linfomas)”, pontua Analy.
Suspeita
Em caso de suspeita, o tutor deve procurar um médico veterinário, de preferência um oncologista veterinário ou um clínico geral, que deve posteriormente encaminhar o animal para um oncologista. Caso o câncer seja detectado e o encaminhamento não seja feito pelo clínico, o tutor pode solicitar que a medida seja tomada.
Tratamento
Existem muitas modalidades terapêuticas, que dependem do tipo da neoplasia, da localização, da espécie animal, do estadiamento clínico (estágio da doença em que o animal se encontra), presença ou não de metástases e de doenças concomitantes. Mas os principais tratamentos são cirurgia oncológica e reconstrutiva, quimioterapia, eletroquimioterapia, radioterapia, imunoterapia e criocirurgia.
Os efeitos adversos do tratamento são pouco frequentes, frente aos benefícios da quimioterapia, a curto e longo prazo. Animais são muito mais resistentes à quimioterapia do que seres humanos e apresentam efeitos colaterais mais brandos. Segundo a literatura científica, em torno de 75% dos cães não terão efeitos colaterais com quimioterapia, 20% terão efeitos colaterais moderados necessitando de medicações e apenas 5% terão efeitos adversos mais importantes, necessitando de internamento.
