PET

Febre e falta de apetite? Seu gato pode estar com micoplasmose felina

Conheça a doença da pulga dos gatos e veja como prevenir e tratar o seu pet

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
18/06/23 às 09h30

Conhecida como doença da pulga ou anemia infecciosa dos felinos, a micoplasmose pode passar despercebida pelos tutores de gatos. Mesmo sendo relativamente comum, a enfermidade pode pode ser subdiagnosticada. 

A falta do tratamento correto pode levar o animal a ter grandes complicações, como anemia severa, insuficiência hepática, choque hipovolêmico e vir a óbito. Por isso, estar atento aos sinais e procurar ajuda veterinária podem salvar a vida do animal. 

A micoplasmose é uma infectocontagiosa, "que se manifesta devido à presenca de bactérias no sangue, do gênero Mycoplasma, podendo levar os gatos à uma série de manisfestações clínicas e laboratoriais, explica a médica veterinária Isabela Ferreira Peverari Gonçalves, de Araçatuba.

A veterinária destaca que o diagnóstico da doença tem se tornado mais frequente no consultório, devido ao aumento do número de informações e exames mais eficazes.

(Foto: Krysten Merriman/Pexels)

Contágio e sintomas

Por isso é importante os tutores ficarem atentos os sintomas, que consistem basicamente em apatia, febre, mucosas pálidas, desidratação e falta de apetite. 

Outra informação importante é forma de contágio, que é por meio de picada de artrópodes (pulgas), transfusão sanguínea, e, há a hiopótese de via transplacentária. A doença não possui faixa-etária para sua ocorrência, nem predileção sexual.

Prevenção e tratamento

A melhor forma de prevenir é fazendo o controle ambiental e no animal de ectoparasitas (pulgas). A veterinária também recomenda que o tutor não permita que o gato tenha acesso à rua, devido ao aumento dos fatores de risco, como desafio ambiental.

Ou seja, na rua, o animal está exposto a um ambiente sem nenhum tipo de controle, com animais doentes, que, inclusive, podem ser fonte de contaminação de demais doenças imunossupressoras, como a Felv, conhecida como leucemia felina, e FIV (imunodeficiência felina).

Isabela explica que a doença pode ter cura, porém, em alguns casos, o animal se torna portador crônico. O tratamento se baseia em terapia de suporte, ou seja, correção dos sinais clínicos, como febre, desidratação, vômito, e uso de antibiótico por período pré-estabelecido.

Quando não tratada, pode gerar inúmeras complicações, como anemia severa, insuficiência hepática, choque hipovolêmico, e, até mesmo, óbito.

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