PET

Saiba como ajudar um pet envenenado

Ocorrência é uma das mais comuns nos hospitais veterinários

Sérgio Dias - Especial para o Hojemais Araçatuba
20/03/22 às 08h30
(Foto: Banco de imagem)

É preciso lembrar para quem tem um pet que até mesmo dentro de casa existem várias substâncias que podem causar sintomas desconfortáveis no seu animal de estimação e até mesmo levá-lo a um estado crítico.

Certamente um tutor nunca espera que algo ruim aconteça com seu pet, mas infelizmente existem situações que não dependem apenas dos tutores e a ocorrência de envenenamento é uma das mais comuns nos hospitais veterinários. 

Plantas, animais peçonhentos, produtos de limpeza, medicamentos e até alimentos do dia a dia são capazes de envenenar o organismo de um cachorro ou gato. O envenenamento pode acontecer quando o pet inala, ingere ou entra em contato com alguma substância tóxica para seu organismo. Muitas vezes, dentro da própria casa, o pet pode entrar em contato com alguma substância perigosa. 

Alguns dos envenenamentos acidentais mais comuns são:

Produtos de limpeza

Álcool, água sanitária, removedor, querosene, desinfetante, detergente, sabão em pó e amaciante são alguns produtos que normalmente são ingeridos por animais e causam problemas graves.

O ideal é que se evite deixar o seu animal de estimação entrar no ambiente enquanto estiver usando esses tipos de produtos na limpeza.

Chocolates 

O chocolate contém uma substância chamada teobromina, que é metabolizada normalmente pelo organismo humano, mas é um problema para o metabolismo canino. Por isso, cães que ingerem qualquer alimento que contenha essa substância acabam acumulando-a em seu organismo, o que pode resultar em graves problemas de saúde para o animal e podem até levar à morte.

Vale ressaltar que não há forma de determinar a quantidade exata de chocolate que os cães podem consumir até se tornar um risco para a sua saúde, já que o metabolismo de cada animal é único, portanto, é melhor evitar completamente.

Plantas

Algumas plantas também podem envenenar o seu animal. Ainda que possam ser catalogadas no mesmo grupo de plantas venenosas, a substância tóxica presente em uma planta não necessariamente é a mesma da outra. 

Por este motivo, os sintomas da ingestão de plantas venenosas para pets podem ser diferentes e variar de intensidade, dependendo de alguns fatores. 

Algumas plantas que podem trazer riscos de saúde aos pets são: “Comigo-ninguém-pode”, “Espada de São Jorge” e “Bico de papagaio”.

Sintomas

Os principais sintomas de envenenamento são salivação excessiva, vômitos, diarreias que podem ou não conter sangue, dilatação das pupilas, tremores, convulsões, dificuldade de movimentação e/ou desorientação, dores, febre, dificuldade de respiração e alteração na cor das mucosas - língua azulada por exemplo.

O que pode ser feito nesses casos? Se você suspeitar que um pet ingeriu alguma substância que seja tóxica, é importante tentar localizar com máxima rapidez qual foi a provável causa do envenenamento.

Essa informação será de extrema importância, uma vez que o tratamento varia de acordo com as causas da intoxicação.

Vale ressaltar que, nesse sentido, você nunca deve tentar fazer o pet vomitar em casa sem conhecer a causa do envenenamento. A necessidade da indução vai depender do tipo de substância que intoxicou o pet.

Outro ponto a ser destacado é que você não tente oferecer nada ao cachorro, mesmo que seja alimento ou água. Algumas pessoas acreditam que o leite pode ajudar a reverter o quadro de envenenamento, mas não é verdade, portanto não ofereça nada para o pet. 

A ação mais recomendável é procurar imediatamente a clínica veterinária mais próxima para atendimento emergencial. Se o veneno for de fácil identificação, guarde o frasco e leve-o ao veterinário. 

Como é feito o tratamento?

O tratamento para um pet envenenado vai depender do tipo de substância que ele ingeriu ou teve algum contato. O diagnóstico de envenenamento é baseado nos sinais clínicos, no histórico do animal e em alguns testes laboratoriais, como exames de sangue e de urina.

Como muitas vezes o agente causador não é conhecido, o tratamento emergencial consiste, primeiramente, na estabilização dos sinais vitais do animal. Nessa fase, as funções respiratórias e cardíacas são controladas com a administração de oxigênio e de fluidos. 

Já quando a substância é conhecida, o antídoto é dado imediatamente. Em casos de intoxicação tópica, a higienização correta do local é feita.

Lembrando que nenhum destes procedimentos deve ser realizado pelo tutor em casa sem orientação do médico veterinário.

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