Policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil de Araçatuba (SP) prenderam na noite de terça-feira (8), a cozinheira Adelice Aparecida Queiroz Honorato, 33 anos, acusada de participação em um assassinato ocorrido em setembro, em Três Lagoas (MS). A vítima, Érica Rodrigues Ribeiro, 29, foi morta com mais de 30 facadas.
A acusada estava morando na casa de um irmão dela, no residencial Porto Real 2, e foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
A prisão aconteceu após os investigadores serem informados por equipe do Setor de Inteligência da Polícia Civil de Três Lagoas, que Adelice, também conhecida como Maju PCC (Primeiro Comando da Capital) e Viúva Negra, estaria escondida na casa do irmão, em Araçatuba.
Como a Justiça sul-mato-grossense havia expedido um mandado de prisão contra ela, os fizeram a abordagem ao vê-la caminhando por uma rua do bairro, durante patrulhamento.
Cunhada
Adelice tentou enganar os policiais, se apresentando com o nome de uma cunhada dela. Porém, os investigadores tinham foto da acusada e a reconheceram.
Como também havia informações de que ela estava comercializando entorpecentes em Araçatuba, junto com o irmão, que não foi encontrado, ela foi revistada. Questionado sobre o tráfico, contou que havia três porções de cocaína na casa dela, que seriam para uso próprio.
Os investigadores foram ao imóvel e encontraram o entorpecente. Porém, durante vistoria na casa, eles perceberam que o interruptor de energia no banheiro estava aberto e dentro dele havia um saco plástico com mais dez porções da droga.
Os outros interruptores da casa também foram abertos e havia mais droga na cozinha e no quarto. Ao todo, foram apreendidos 73 pinos com cocaína e outros 19 pinos vazios.
Diante do flagrante, Adelice confessou aos policiais que é batizada pelo PCC e que tem a função de “sintonia” na facção criminosa. Uma caderneta com anotações, R$ 300,00 em dinheiro e o celular dela também foram apreendidos.
A acusada foi levada ao plantão policial e seria apresentada no Fórum para audiência de custódia. O irmão dela também deve ser indiciado por tráfico e associação ao tráfico de drogas.
Assassinato
O corpo de Érica foi encontrado na região conhecida como Cascalheira, às margens do rio Paraná, em Três Lagoas, na manhã de 4 de setembro.
Segundo a polícia, ela foi sequestrada na noite do dia 2, por quatro pessoas que foram à casa dela. Segundo relato de uma testemunha, duas mulheres ficaram conversando com a vítima por cerca de 20 minutos, depois a chamaram para acompanhá-la. Como cumpria prisão domiciliar, Érica não teria aceito o convite.
A testemunha, que acompanhava a vítima, disse que uma das mulheres pediu a ela que entrasse na casa e pegasse água. Quando estava no imóvel, ouviu a vítima gritar por socorro e a viu sendo arrastada para dentro do carro.
A testemunha disse à polícia que tentou intervir, mas foi ameaçada de morte por um dos homens que estava no carro. Na mesma noite, a vítima ligou para familiares dizendo que logo voltaria para casa, mas foi encontrada morta.
Prisões
Com base no depoimento de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, a polícia identificou as quatro pessoas que teriam sequestrado a vítima.
Os dois homens e a outra mulher também tiveram a prisão preventiva decretada e foram presos na mesma semana em que o corpo foi localizado. Eles negaram participação no crime.