Foi preso na tarde desta quarta-feira (4), em Araçatuba (SP), o homem acusado de esfaquear um colega de trabalho em uma padaria da cidade, crime ocorrido na última quinta-feira (29). Ele, que vai completar 49 anos na próxima quarta-feira (11) e trabalha como pizzaiolo no estabelecimento, confessou que o crime foi cometido por desentendimentos relacionados a questões políticas.
O investigado fugiu após o crime e a Polícia Civil havia representado pelo mandado de prisão contra ele. A prisão foi decretada pela Justiça e ao se apresentar no plantão policial nesta quarta-feira, acompanhado de um advogado, para dar a versão dele sobre o ocorrido, o mandado de prisão foi cumprido.
Crime
Conforme já divulgado, enquanto estava em atendimento, a vítima, que trabalha como chapeiro na padaria e tem 34 anos, contou que estava fazendo comentários de cunho político em tom de brincadeira com outros funcionários e teria sido golpeado após usar a expressão “faz o L” .
Ele relatou à polícia que foi surpreendido quando estava de costas e que o autor só teria parado de golpeá-lo ao ser contido por outra pessoa que testemunhou o ataque.
Prisão
A delegada Sammya Moraes Soares, que representou pelo mandado de prisão e que coincidentemente estava de plantão quando o investigado se apresentou, concedeu entrevista à imprensa e falou sobre o caso.
Ela explicou que a polícia decidiu representar pela prisão temporária do investigado diante da gravidade do fato, que foi enquadrado inicialmente como homicídio tentado qualificado pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
“O motivo fútil justificado pelas razões de políticas, que o levaram a cometer este fato, e o recurso que dificultou a defesa da vítima tendo em vista que a facada, segundo os relatos, segundo as imagens, os registros feitos pelos frequentadores do estabelecimento, ocorreram no momento em que a vítima estava de costas” , explica.
Confessou
Ainda de acordo com a delegada, ao ser ouvido em declarações, o investigado confirmou que a motivação foi política, alegando que teriam ocorrido várias provocações no ambiente de trabalho. “Segundo ele, foi por motivos políticos, motivos ideológicos, que o levaram a cometer o crime" , revelou.
Tanto a vítima como o investigado trabalhavam havia vários anos na padaria, em setores distintos, porém, era muito fácil manterem contato e constantemente haviam provocações, segundo o acusaodo. “Ele justificou que nesse momento, logo após o resultado das eleições, essas emoções se afloraram ainda mais, o que o levou ao cometimento do crime” , informa.
O mandado de prisão é válido por 30 dias, mas pode ser prorrogado por mais 30 dias. A reportagem tentará contato com a defesa do investigado para ouvir a manifestação.
Internado
A informação apurada pela reportagem é de que após o primeiro atendimento na Santa Casa, onde os primeiros exames apontaram que não havia a necessidade de cirurgia, a vítima foi transferida para um hospital particular da cidade, onde permanece internada, em quadro clínico considerado estável.
