Rodney Augusto Lara Ferreira, 29 anos, morreu ao ser baleado no final da manhã desta terça-feira (3) por policiais militares em Andradina (SP), após ter reagido a uma tentativa de abordagem. Ele chegou a ser levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo o que foi apurado pela reportagem, equipe da Força Tática realizava diligências para dar cumprimento a um mandado de prisão que foi expedido contra Ferreira na segunda-feira (2). Não informado o motivo da prisão.
Como havia informações de que ele estaria circulando pelo bairro Botega e se escondendo em algum imóvel nas imediações, o patrulhamento foi intensificado no bairro. Ferreira teria sido visto pela rua Paraná e ao perceber a aproximação da viatura, teria corrido para o interior de um imóvel, mantendo uma das mãos na linha da cintura.
Tiros
Quando os policiais entraram no imóvel atrás dele, para tentar a abordagem e darem cumprimento ao mandado de prisão, ele teria feito um disparo de arma de fogo na direção da equipe. O projétil teria atingido uma das paredes do cômodo e dois dos policiais reagiram, efetuando dois disparos cada um.
Ferreira foi atingido e os policiais acionaram o resgate. Ele foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Andradina pela equipe do Corpo de Bombeiros, mas apesar do atendimento médico, teve o óbito constatado.
Armas
Assim que tomou conhecimento do caso, o delegado responsável determinou a preservação do local e designou uma equipe para acompanhar a perícia. Durante os trabalhos foram recolhidos quatro estojos de munição de pistola, referentes aos disparos feitos pelos policiais.
Também foram recolhidos três projéteis deflagrados que passarão por perícia. Os policiais militares que apresentaram a ocorrência apresentaram um revólver calibre 38 que teria sido utilizado por Ferreira.
A arma está com a numeração raspada e carregada com cinco munições intactas e uma deflagrada. As pistolas utilizadas pelos policiais militares também foram apreendidas para passarem por perícia. Porém, eles serão ouvidos posteriormente, acompanhados de advogado ou defensor.
Investigação
Segundo o que foi apurado, a equipe envolvida na ocorrência não portava câmeras corporais. O delegado que presidiu a ocorrência registrou o caso inicialmente como morte decorrente de intervenção policial, considerando que os policiais agiram em legítima defesa.
Porém, um inquérito será instaurado e a Polícia Civil aguardará os laudos periciais, dos exames balísticos e do exame necroscópico no corpo, que seria encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).
