A Polícia Civil de Birigui (SP) ouviu nesta sexta-feira (3), o jovem de 22 anos acusado de assassinar Larissa Eleutério dos Santos, 27, encontrada estrangulada com um cinto no pescoço, no final da tarde de 13 de novembro, em uma chácara na zona rural de Birigui. Ele foi preso no sábado (27) em função do inquérito referente à morte, confessou o crime, mas negou o estupro.
Desta vez, ele foi ouvido no outro inquérito também instaurado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), com relação a outra denúncia de estupro, conforme boletim de ocorrência registrado no dia 10 de novembro. A vítima é uma jovem de 18 anos, conhecida dele.
Ela denunciou o caso à polícia no dia 10 de novembro, ou seja, três dias antes de o corpo de Larissa ter sido encontrado apenas de meia e tênis, com o cinto do shorts amarrado ao pescoço.
Estupro
Na denúncia, a jovem relatou à polícia que estava em um churrasco na noite de 6 de novembro e que o acusado a convidou para acompanhá-lo quando saiu para comprar mais cerveja, pois havia acabado. Eles deixaram o local com a moto de um amigo em comum que estava no churrasco.
No caminho, o acusado disse que precisaria pegar cocaína com um conhecido, que residiria um pouco distante da cidade, e seguiu com a vítima sentido a Buritama. Apesar de a jovem pedir para levá-la embora, ele entrou com a moto em um canavial e eles caíram com o veículo.
Segundo a vítima, ao tentar ajudá-lo a se levantar, ela foi agarrada pelo pescoço, esganada. Obrigada a tirar a roupa, sob ameaça de morte, ela foi estuprada e agredida com socos, segundo relatou à polícia.
Ameaça
Após o crime, o investigado teria mandado ela colocar as roupas, a levou de volta para casa, mas no caminho disse que a mataria, assim como a mãe e o padrasto dela, caso contasse o que havia ocorrido. Somente na noite seguinte, ao contar a um amigo o que havia acontecido, que ela foi convencida a registrar o boletim de ocorrência.
Segundo a polícia, em depoimento o investigado negou o estupro e alegou que a vítima teria inventado uma história para prejudicá-lo, já que ele havia ameaçado agredir o marido dela.
Já com relação a Larissa, de quem confessou o assassinato, ele voltou negar o crime de estupro, alegando que o sexo praticado por eles teria sido consensual, apesar de parte da roupa usada por ela ter sido encontrada rasgada.
