Um jovem de 25 anos, morador em Santópolis do Aguapeí (SP), se apresentou à polícia em Araçatuba na noite de terça-feira (15), para dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pelo Plantão Judiciário no último dia 6.
Ele é acusado de participação no assassinato do lavrador Tiago José da Silva, 30 anos, ocorrido na madrugada anterior em frente a uma tabacaria em Clementina. Dois primos, um com 18 e outro com 22 anos, haviam sido presos em flagrante pelo crime e permanecem à disposição da Justiça.
A vítima foi encontrada caída na rua, com lesões nas costas, aparentemente causadas por golpes de faca, e ferimentos na cabeça. Ao lado do corpo havia um pedaço de tijolo, partes de uma cadeira de plástico e lascas de madeira.
Silva chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros dois investigados foram detidos quando procuraram atendimento médico e confirmaram que haviam se envolvido em uma briga com a vítima.
Faca
Uma testemunha ouvida pela polícia disse que viu Silva chegar na tabacaria acompanhado de outro rapaz, não identificado. Após se desentender com os três investigados ele deixou o local e retornou algum tempo depois, armado com uma faca.
A vítima teria passado a encarar o trio, que estava em uma mesa e, após discussão, sacou a faca e foi em direção ao jovem de 22 anos, que correu. Os outros dois jovens teriam se armado com cadeiras e passado a agredir Silva, que caiu na rua.
A testemunha disse que os três investigados agrediram a vítima enquanto ela estava caída e viu que um deles levou a faca usada no crime, mas não soube afirmar quem. Os policiais realizaram buscas, mas não encontraram a faca.
Prisão
Ao decretar a prisão preventiva dos três investigados, a Justiça levou em consideração tratar-se de crime de homicídio qualificado consumado, delito gravíssimo, hediondo.
“Não se pode vislumbrar, nesse primeiro momento, se houve ou não legítima defesa. Portanto, a princípio o melhor é a conversão da prisão em flagrante em preventiva até a devida conclusão do inquérito policial pela autoridade policial e para se preservar a integridade de eventuais testemunhas presenciais do fato”.
Com relação específica ao jovem preso na terça-feira, o magistrado citou que ele foi reconhecido por testemunhas. Ao se apresentar à polícia, o investigado se declarou inocente.
