Polícia

Ana Cláudia foi morta 15 dias após processo por agressão anterior ser arquivado

Jovem foi agredida em 2017 pelo companheiro, teve rosto fraturado, mas decidiu retirar a queixa e voltou a viver com ele

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/04/19 às 19h28
Ana Cláudia foi morta e estuprada no último sábado (30), em Guararapes (Foto: Reprodução)

A jovem Ana Cláudia Melo Benjamim, 27 anos, assassinada e estuprada no último sábado (30) pelo companheiro dela, em Guararapes (SP), foi morta 15 dias após a Justiça arquivar processo de agressão contra ela.

A vítima, que teve o rosto fraturado após ser agredida pelo acusado em 2017, retirou a queixa e voltou a conviver com ele.

O Hojemais Araçatuba teve acesso ao registro feito na manhã de 13 de agosto daquele ano, no qual, a vítima representou contra o agressor e solicitou as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha.

Na ocasião, ela contou à polícia que convivia com o acusado havia cinco anos, com o qual teve dois filhos. De acordo com ela, na tarde do dia 12 de agosto houve um churrasco na casa dela e o acusado bebeu bastante cerveja.

A vítima declarou que foi dormir por volta das 20h30 e acordou na madrugada seguinte sendo agredida com socos no rosto e tentativa de esganadura. Ainda de acordo com a jovem, o companheiro dela segurava uma faca e dizia que iria matá-la.

Desistiu

Em depoimento, Ana Cláudia relatou que de repente, o companheiro dela parou de agredi-la, passou a chorar e lamentar o que havia feito.

Ferida, a vítima foi para a casa dos pais dela, levando o filho que estava com 1 ano e 4 meses de vida na época. O outro filho, então com 3 anos e 5 meses, já estava com os pais dela.

Ainda durante aquela madrugada, a vítima passou por atendimento no pronto-socorro e foi liberada. Na manhã seguinte, ela retornou ao hospital, exame de raixo X apontou fratura no lado esquerdo do rosto e ela foi encaminhada à Santa Casa.

Ana Cláudia disse à polícia que o companheiro dela telefonou posteriormente, dizendo que havia ido para a casa de familiares, em Birigui. Na ocasião, ela representou contra ele pelas agressões sofridas e pediu as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha.

Perdoou

Após a morte da jovem, familiares revelaram que Ana Cláudia perdoou o pai dos filhos dela e o casal voltou a se relacionar, até ela ser assassinada.

O Hojemais Araçatuba apurou que o boletim de ocorrência feito pela vítima resultou em inquérito policial, que foi relatado à Justiça e que a denúncia conta ele foi arquivada no último dia 15 de março , pela Promotoria de Justiça de Guararapes, ou seja, 15 dias antes de ela ser assassinada.

No despacho, consta que a própria vítima declarou não ter interesse em no prosseguimento do caso, desistindo das medidas protetivas. Ela ainda deixou de comparecer ao exame de corpo de delito, alegando não haver necessidade de realização de tal exame.

"Assim, não há justa causa para iniciar a persecução penal em juízo. Requeiro, portanto, o arquivamento dos presentes autos", consta no despacho assinado em 15 de março.

O acusado de matar e estuprar Ana Cláudia foi preso na tarde de sábado, após ser encontrado pelo irmão dela deitado em uma sombra no Horto Florestal de Guararapes.

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