Polícia

Após 1 mês na prisão, Paquinha é transferido para o CR de Araçatuba

Foi preso em 29 de setembro durante a Operação Raio X e agora faz companhia a outros quatro réus

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
30/10/20 às 18h38
Preso em 29 de setembro, Paquinha foi transferido para o CR nesta quinta-feira (Foto: Divulgação)

O vereador de Birigui (SP) José Roberto Merino Garcia (Avante), o Paquinha, foi transferido para o CR (Centro de Ressocialização) de Araçatuba.

Ele foi preso em 29 de setembro durante a Operação Raio X e, segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba,  a transferência aconteceu exatamente um mês depois, nesta quinta-feira (29).

A reportagem tentou contato com a direção do CR para confirmar oficialmente a transferência, porém, a informação passada foi de que o contato deveria ser feito com a assessoria de imprensa da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).

Entretanto, por ser ponto facultativo pelo Dia do Funcionário Público, comemorado no dia 28 e transferido para esta sexta-feira (30) pelo governo do Estado, não foi possível o contato.

Companhia

Com a transferência, o parlamentar passa a fazer companhia a outros quatro réus, considerados liderança do grupo investigado por suposto desvio de dinheiro público da área da Saúde.

No último dia 16, os médicos Cleudson Garcia Montali e Lauro Henrique Fusco Marinho; Régis Soares Pauletti e Kleber Sonagre também foram transferidos do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Lavínia para o CR de Araçatuba.

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Modelo

A unidade prisional é considerada modelo no Estado e, por isso, bastante cobiçada pelos sentenciados, chegando a haver lista de espera por vaga.

Em abril de 2018, o então diretor da unidade foi preso durante a Operação Fura-Fila, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Núcleo do Ministério Público de Araçatuba, acusado de venda de vagas.

Segundo a SAP, na quinta-feira havia 124 presos na ala do regime fechado no CR de Araçatuba, que tem capacidade para 142. 

Afastado

Acusado de receber R$ 5 mil mensais para defender os interesses do grupo investigado, Paquinha é réu em processo pelo crime de organização criminosa. O crime é punido com pena que varia de 3 a 8 anos prisão, mas pode ser ampliada em até dois terços se comprovado o envolvimento de funcionário público.

Em sessão no último dia 20, o lugar de Paquinha na Câmara foi repassado ao suplente, o radialista Aladim José Martins (PTB). Entretanto, mesmo preso, a campanha dele para reeleição é mantida normalmente.

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