Negou
A investigada, por sua vez, confirmou a discussão, mas disse que foi o companheiro dela que apareceu com o revólver e tentou matá-la, mas teria errado dos tiros.
A residência foi periciada e foi recolhido um projétil de calibre 32 que estava no banheiro, onde também havia uma marca de disparo no box. Outro projétil foi encontrado no tapete que havia no corredor, em frente ao banheiro, junto com uma marca de tiro.
Os policiais também vistoriaram uma calça do construtor, que estava no banheiro, e apreenderam sete munições calibre 32, quatro delas picotadas e três intactas.
Delegacia
O casal foi levado para a delegacia, onde a mulher reafirmou que o revólver pertence ao companheiro dela. Porém, ela admitiu ter pego a arma no guarda-roupa e efetuado um disparo para cima, sendo desarmada por ele em seguida.
A investigada disse que a discussão teve início porque ela descobriu uma traição por parte dele. A mulher disse ainda que vinha tomando alguns medicamentos desde sábado, mas negou ter tentado matar o companheiro.
Já o construtor continuou negando a propriedade do revólver, apesar de um filho da investigada afirmar que a arma pertence ao padrasto dele. O rapaz disse que estava no quarto durante a briga do casal, por isso não testemunhou os fatos.
Entretanto, contou que já ouviu o casal conversando sobre a arma, que o construtor teria comprado para se defender do ex-companheiro da mãe dele.
Presos
Segundo a polícia, a arma apreendida possui numeração, mas não foi apresentada documentação de porte ou registro.
O investigado continuou negando a posse da arma, alegando que estava com ela apenas por ter desarmado a companheira, que teria colocado as munições no bolso da calça dele para incriminá-lo.
Os dois tiveram material coletado das mãos para exame residuográfico e o delegado que registrou a ocorrência arbitrou fiança de R$ 2.000,00 para ele e de R$ 1.000,00 para ela.
O dinheiro referente às fianças foi apresentado e os investigados responderão pelos crimes em liberdade.
