Polícia

Cleudson confirma que era o responsável pelos projetos das OSSs investigadas na Operação Raio X

Preso no CR de Araçatuba, médico foi ouvido por videoconferência na CPI das Quarteirizações na Alesp

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
04/11/20 às 16h15
Cleudson foi ouvido por videoconferência e chorou ao falar dos filhos (Foto: Reprodução de vídeo)

O médico anestesista Cleudson Garcia Montali, de Birigui (SP), confirmou nesta quarta-feira (4) que é o responsável pelos projetos de gestão das OSSs (Organizações Sociais de Saúde) investigadas na Operação Raio X, por suspeita de desvio de dinheiro público da área de Saúde.

Ele foi preso em 29 de setembro, durante cumprimento de dezenas de mandados judiciais de prisão temporária pela Polícia Civil de Araçatuba e foi ouvido na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Quarteirizações, em andamento da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Por estar no CR (Centro de Ressocialização) de Araçatuba, Cleudson foi ouvido por videoconferência. O médico de Birigui foi convocado pelos deputados como testemunha, devido à investigação dos contratos da OSS Santa Casa de Pacaembu com o governo do Estado.

A entidade tem três contratos de gestão com o governo paulista, os quais serão rescindidos em breve. Na semana passada foi publicado em Diário Oficial quais serão as substitutas.

Pacaembu

Cleudson disse que tem contrato com a OSS Santa Casa de Pacaembu no valor de R$ 102 mil mensais. Desse montante, a parte dele seria em torno de 25 mil mensais.

De acordo com ele, o contrato é de prestação de serviço de educação continuada, sendo que a parte que cabe a ele é ajudar na elaboração dos projetos de implantação.

“Quando era solicitada alguma ajuda eu dava, porque eu também fazia consultoria. Dessa forma eu fazia meu trabalho na Santa Casa de Pacaembu, com consultoria, elaborando e implantando os projetos e também na educação continuada nesses projetos”, afirmou.

Ainda segundo o médico, esse trabalho de educação continuada era feito por cerca de dez professores e o contrato também cobria os custos com viagens.

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Sem advogado

Cleudson informou que nesse momento está oficialmente sem advogado, pois como teve os bens bloqueados, estaria sem condições financeiras de pagar pelo defensor que o atendia.

Ele inclusive chorou ao comentar que tem dois filhos pequenos e que a esposa dele teve que dispensar a empregada, alugar a casa e voltar para a casa dos pais.

“Agora que eu consegui um outro advogado aqui da região, que está fazendo para mim. A Justiça bloqueou tudo de todo mundo, eu fiquei totalmente desprovido, não tenho recursos nem para pagar advogado”, alegou.

Sem acordo

Por fim, o médico afirmou que até então não conseguiu definir a defesa, nem houve nenhuma proposta de acordo ou de delação premiada, que poderia favorecê-lo em caso de condenação.

“Só tenho um amigo meu pessoal (advogado) que está fazendo sem custo para mim, até eu ver se eu consigo alguma coisa, mas não foi não foi proposto nada não até o presente momento”, disse.

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