Polícia

Cleudson se cala ao ser questionado se fazia repasses a políticos por contratos com OSSs investigadas

Ele admitiu que atendia indicação de políticos para contratar funcionários, principalmente de Prefeituras

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/11/20 às 13h47
Reação dos deputados quando Cleudson pediu para não responder se repassava dinheiro a políticos (Foto: Reprodução)

“Deputada, eu vou me resguardar e não responder essa pergunta, eu te peço desculpas”.

Essa foi a resposta do médico Cleudson Garcia Montali à deputada Janaina Pascloal (PSL), durante depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), quando perguntado se ele precisava devolver algum dinheiro ou dar alguma participação a políticos ou alguém da Secretaria de Saúde do Estado pelos contratos fechados com as OSSs (Organizações Social de Saúde) investigadas na Operação Raio X.

O médico está preso no CR (Centro de Ressocialização) de Araçatuba (SP) e é réu em dois processos que investigam suposto desvio de dinheiro público da área de Saúde, em esquema que teria ele como chefe, segundo a investigação.

Indicações políticas

Apesar de não ter respondido à pergunta, Cleudson assumiu que atendia pedidos de políticos que indicavam pessoas para serem contratadas pelas OSS, principalmente em contratos com prefeituras.

Entretanto, de acordo com ele, os contratados normalmente era os chamados “chão de fábrica”, que são as pessoas que atuam na área operacional. “Era mais de município quando tinha sabe, um município ou pedir o chão de fábrica, pessoa que trabalha direitinho”, declarou.

A OSS Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu tem seis contratos com o governo do Estado, os quais estão prestes a serem rescindidos.

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Carapicuíba

Um dos contratos de gestão mais questionados pelos parlamentares durante o depoimento foi o com o Hospital de Carapicuiba. O médico disse que ao assumir a gestão desse hospital foram mantidos praticamente todos os funcionários contratados pela gestora anterior, principalmente os chamados “chão de fábrica” .

Porém, de acordo com ele, para os cargos administrativos foram atendidas indicações. “Obviamente que colocava os administradores, algumas coisas pontuais, mas 99% foi mantido”, declarou.

Investigação

Além dos processos que tramitam na Justiça de Birigui e de Penápolis relativos à suposta fraude para o desvio de dinheiro público da área da Saúde, há outro tramitando no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Os investigados nesse caso são o deputado Roque Barbiere (PTB), o Roquinho, de Birigui, e os prefeitos Cristiano Salmeirão (PTB) e Célio de Oliveira (sem partido), de Birigui e Penápolis, respectivamente.

Por ocuparem cargos públicos, o tribunal reconheceu o foro privilegiado e autorizou o desmembramento do processo, que foi autorizado na semana anterior à que foi deflagrada a Operação Raio X, para cumprimento de dezenas de mandados de prisão temporária e mais de 200 mandados de busca e apreensão.

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