O segurança Márcio Takashi Alexandre, 37 anos, filho do ex-vereador Osvaldo Ramiro Alexandre (1993/1996), de Birigui (SP), foi preso pela Polícia Civil. Condenado a 2 anos de prisão por disparo de arma de fogo, crime cometido em 2013, ele foi capturado na última sexta-feira (27).
O mandado de prisão no regime inicial semiaberto foi expedido pela Justiça de Nhandeara, na região de São José do Rio Preto, e cumprido por policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil de Araçatuba.
Durante o cumprimento, os policiais encontraram R$ 179 mil em dinheiro que foram apreendidos para averiguação da origem.
Gado
Segundo acórdão publicado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a condenação é referente a crime ocorrido em 17 de dezembro de 2013, em uma propriedade rural no município de Magda.
Nele consta que o réu foi até o sítio acompanhado de um colega, que teria sido vítima de estelionato com relação à venda de 70 cabeças de gado.
A informação obtida por eles era de que os animais haviam sido deixados na propriedade da vítima, por isso, eles foram procurar pelos bovinos, que não estavam mais no local.
Em depoimento, Márcio confirmou ter atirado, mas alegou que foi em legítima defesa. Ele disse que ao ser recebido, o dono da propriedade estava armado com um facão e efetuou apenas um disparo para o chão, com objetivo de intimidá-lo.
Argumentou ainda que apesar do tiro, a vítima insistiu nos ataques, por isso, a pessoa que o acompanhava usou um bastão retrátil para agredi-la.
Ameaça
A vítima, com 30 anos na época, disse que estava no curral quando seis pessoas chegaram na propriedade em dois carros. De acordo com o dono do sítio, Márcio e o outro acusado se aproximaram, mostraram uma pistola e perguntaram onde estava o gado.
Ele disse que foi agredido com uma coronhada na cabeça por um dos homens, que em seguida atirou no chão, próximo aos pés dele. Depois disso, passou a receber golpes com um bastão retrátil.
Os ataques só teriam parado quando ele conseguiu correr para a casa e armar-se com o facão, após a esposa dele tentar intervir e ele pedir a ela que chamasse a polícia.
Quando os policiais chegaram, o réu e o outro acusado permaneciam no local e a arma foi apreendida junto com o bastão.
Os dois réus foram condenados em primeira instância e recorreram da decisão, que foi mantida pelo tribunal. O recurso foi julgado em 5 de junho do ano passado, quando foi determinada a expedição do mandado de prisão.
Dinheiro
Esse mandado foi encaminhado à Delegacia Seccional de Araçatuba e cumprido pelo GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil. Em diligências preliminares, foi constatado que o réu não residia mais no endereço constante no documento.
Teve início a investigação, que apontou que Márcio estaria envolvido com agiotagem e que teria arma na nova casa. O endereço foi identificado e um mandado de busca para o imóvel foi solicitado e expedido pela 2ª Vara Criminal de Birigui.
Arrombar
Os investigadores tiveram que arrombar o cadeado do portão e a porta da sala para terem acesso ao interior do imóvel e cumprir o mandado de prisão. O réu tinha em casa uma espingarda calibre 12, carregada com três munições intactas. A arma está registrada no nome da companheira dele.
Márcio disse à polícia ter renda mensal de R$ 5 mil. Sobre o dinheiro encontrado na casa dele, alegou que seria usado na construção de um imóvel e levou os policiais até um terreno que recebeu apenas um aterro.
Também foram apreendidos três carros que estavam na garagem, um deles blindado, além de documentos e aparelhos de celular que devem ser periciados.