Dez pessoas procuraram a polícia nesta terça-feira (31) e registraram um boletim de ocorrência de assédio moral contra o administrador da Santa Casa de Araçatuba (SP), Mauro Inácio da Silva, e contra o diretor técnico do hospital, Giulio Stanco Coscina Neto. Dessas, nove são funcionárias e uma trabalhava na instituição e teria sido demitida recentemente.
A reportagem apurou que um representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Araçatuba acompanhou as vítimas e um advogado também representou a maioria delas durante o registro.
Ainda segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba, a maioria das denúncias é direcionada a Mauro Inácio, mas algumas das denunciantes também relataram que sofreriam ameaças e agressões verbais de Giulio.
Postura abusiva
Na última sexta-feira (27), o Conselho de Administração da Santa Casa divulgou nota comunicando que havia promovido mudanças na direção do hospital e afastado o administrador após reiteradas queixas de colaboradores em relação à postura abusiva por parte dele.
Ainda de acordo segundo o que foi informado, ao ser informado que diante da incompatibilidade do relacionamento profissional Mauro Inácio deveria ser afastado, o provedor o provedor do hospital, Claudionor Aguiar Teixeira, teria renunciado ao cargo e o conselheiro Juliano Tonon foi nomeado como novo provedor.
Negou
Após a publicação da carta, o administrador da Santa Casa concedeu entrevista ao Hojemais Araçatuba, negou as acusações e acusou o Conselho de Administração de estar criando uma cortina de fumaça para “assumir o poder" .
Mauro Inácio disse ainda que já havia algum tempo que ele e o diretor técnico, que são ligados a Claudionor, seriam demitidos. Ele argumentou ainda que tem 49 anos de serviços prestados ao hospital, está na função de administrador desde 2019 e nunca houve uma denúncia formalizada contra ele pela suposta postura abusiva.
O administrador informou no final de semana que na sexta-feira houve uma reunião e a diretoria da Santa Casa havia decidido pela readmissão dele, que voltou ao cargo na segunda-feira (30).
Com o registro do boletim de ocorrência, um inquérito deve ser instaurado e ele e Guilio devem ser intimados pela polícia para prestar depoimento.
