A Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu na manhã desta sexta-feira (29), um homem de 47 anos, acusado de ser um dos maiores traficantes de drogas da cidade e comandante do tráfico na região do bairro Alvorada.
O flagrante foi feito por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), durante cumprimento a mandado de busca e apreensão. Apesar da pouca quantidade de entorpecentes apreendida, no celular dele havia mensagens relativas ao comércio de drogas, segundo a polícia.
De acordo com o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , o investigado é considerado um dos maiores traficantes de drogas do bairro Alvorada e dominaria principalmente a rua Ramos de Azevedo, onde teria pontos de venda de entorpecentes.
Em março foram realizadas buscas no bairro, autorizadas pela Justiça, após denúncias de que ele estaria traficando em um terreno e em uma casa desabitada na rua Ramos de Azevedo.
Na ocasião, com apoio do Canil e do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) foram encontradas várias porções de maconha, cocaína e munições intactas, junto com balanças de precisão e ele foi qualificado como investigado no boletim de ocorrência.
Patrão
Ainda de acordo com o que foi apurado, os investigadores continuaram recebendo denúncias de que o investigado atuava no comércio de drogas. Porém, por estar no status de “patrão do tráfico”, não estaria mais colocando as mãos diretamente no entorpecente.
A polícia conseguiu levantar o atual endereço dele, no bairro Boa Vista, e solicitou o mandado de busca domiciliar, que foi deferido pela 2ª Vara Criminal. Ao dar cumprimento ao mandado, os policiais tiveram que arrombar o portão, apesar de haver carros na garagem e câmeras de segurança.
O investigado foi detido na sala e estava acompanhado da esposa e de um filho do casal. Eles negaram a existência de drogas, armas ou dinheiro no imóvel, mas foram encontrados R$ 3.250,00.
O acusado não se pronunciou a respeito do dinheiro, enquanto a mulher dele alegou que a maior parte seria da venda de “tapoer” , mas não sabia o valor que tinha e não comprovou que comercializava o produto.
