Um pintor de 50 anos, morador em Araçatuba (SP), foi preso na noite de sábado (1) pela lei Maria da Penha. Além de agredir, ele também é acusado de tentar obrigar a ex-companheira a praticar sexo oral nele, sob ameaça de uma faca, e de furtar o carro dela.
A vítima é uma dona de casa de 45 anos, que contou que se separou do acusado em agosto do ano passado, quando requereu a concessão de medida protetiva contra ele. Apesar de não morarem mais juntos, o casal possui filhos, os quais ele visita regularmente.
De acordo com ela, no sábado a mãe do pintor telefonou para ela dizendo que ele queria ver os filhos, pois viajaria para Cuiabá (MT) a trabalho e permaneceria lá por alguns meses. Ele teria chegado na casa dela por volta das 17h e cerca de duas horas depois a convidou para irem juntos comprar cerveja.
O casal foi a um depósito na rua Marcílio Dias no carro dela, um GM Corsa, mas no caminho eles teriam discutido por ela ter chamado a atenção dele por estar “dando em cima” de uma sobrinha dela.
Agressões
Ao deixar o depósito, ao invés de voltar para a casa dela, o pintor teria seguido até o bairro Rosele e parado na frente do cemitério, na rua Wandenkolk, onde passou a agredi-la com socos. Após as agressões, ele teria pego uma faca de cozinha no porta-luvas do veículo, retirado o órgão genital para fora da bermuda e urinado na perna esquerda dela.
Em seguida, ele teria usado a faca para ameaçá-la e tentado obrigá-la a fazer sexo oral nele, puxando a cabeça dela na direção do órgão genital dele. Por ela ter resistido, o acusado teria desferido mais socos nela e apontado a faca para o pescoço dela, tentando perfurá-la, dizendo que iria matá-la.
Fugiu
A dona de casa disse à polícia que aproveitou um momento de distração do ex-companheiro para pegar a carteira dela no assoalho do carro e sair do veículo. De acordo com ela, nesse momento o acusado falou que era isso o que ele queria, referindo-se ao automóvel, deixando o local em seguida sentido ao bairro Verde Parque, onde teria dito que encontraria com uma mulher.
A vítima pediu ajuda a vigilante na rua, o qual acionou a Polícia Militar, que enviou equipe ao local e que a levou até a delegacia.
Preso
Enquanto era registrada a ocorrência, os policiais militares apresentaram o pintor, que foi encontrado em frente a uma casa no residencial Águas Claras, conversando com algumas pessoas. Segundo a polícia, ele admitiu ter agredido a ex-companheira, alegando que ela teria apontado o dedo na “cara dele" .
Entretanto, ele negou tê-la forçado a fazer sexo oral ou de qualquer outra forma, assim como negou ter usado uma faca contra a vítima, admitindo apenas que teria feito uma "cagada".
Ele estava com o Corsa que alegou ter sido adquirido durante o casamento, por isso também seria dele, negando o furto. Ao vistoriar o veículo os policiais encontraram a faca de serra, a qual foi reconhecida pela vítima como sendo a utilizada contra ela.
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante do pintor, que não teve direito a fiança. A vítima representou contra ele e requereu novamente as medidas protetivas da lei Maria da Penha, alegando que o ex-companheiro dela não havia sido intimado da anterior.
