Um homem de 46 anos, morador no bairro Jardim América, em Araçatuba (SP), foi levado para a delegacia na noite de quinta-feira (16), acusado de causar danos em um posto de combustíveis.
Ele teria se irritado após ser informado que não poderia ingerir bebida alcoólica no estabelecimento, o que está proibido por decreto municipal para combater a pandemia do coronavírus.
Consta no boletim de ocorrência que os policiais foram informados que estaria ocorrendo uma agressão no posto, que fica na rua Aguapeí. A equipe chegou ao local por volta das 19h30 e encontrou o acusado e um frentista discutindo do lado de fora da loja de conveniência.
Embriagado
O frentista contou que o investigado chegou no estabelecimento já embriagado e com uma lata de cerveja na mão, dizendo que iria consumir a bebida no local. Entretanto, decreto municipal proíbe o consumo de bebidas alcoólicas e outros alimentos nesse tipo de estabelecimento, para evitar aglomerações.
Ao ser comunicado a respeito dessa determinação e orientado a deixar o local, o acusado teria passado a xingá-lo e arremessado objetos que estavam no balcão da conveniência, entre eles, odorizadores de ambiente.
Danos
Ele também teria jogado a lata de cerveja no frentista e desferido tapas no monitor, no teclado e leitor óptico do computador instalado no posto, causando danos nos equipamentos.
Nesse momento, o frentista disse que saiu de trás do balcão e teve início a discussão, que seguiu até o lado de fora da conveniência, onde a vítima contou que foi agredida com murros.
Diante da situação, outra funcionária acionou a polícia e, antes que a equipe chegasse, o filho do acusado, que estaria com o ele, teria deixado o local.
Negou
Os policiais que atenderam a ocorrência confirmaram que o investigado estava bastante embriagado, mas não tinha ferimentos. Ele alegou que seria a vítima, pois teria sido agredido pelo frentista.
O acusado também negou ter danificado os objetos dentro do posto e as imagens gravadas pelas câmeras de monitoramento serão apresentadas à polícia.
O frentista sofreu lesão leve em um dedo e tinha um arranhão no rosto. Ele passaria por exame de corpo de delito IML (Instituto Médico Legal) e o estabelecimento passaria por perícia para confirmar os danos.
Uma advogada acompanhou o investigado durante o registro da ocorrência de lesão corporal e dano. Após ser ouvido ele foi liberado.