Um jovem de 21 anos, morador no bairro Presidente, em Araçatuba (SP), bateu a moto que conduzia de frente com uma viatura da Polícia Militar, enquanto fugia de abordagem após ameaçar a ex-namorada dele, de 18 anos.
O caso aconteceu no início da noite de domingo (27). A jovem relatou que namorou o investigado por quase 2 anos, não tiveram filhos e estão separados desde o início de janeiro, mas ele não aceita o fim do relacionamento.
Ainda de acordo com ela, ele apareceu na frente da casa dela aparentando estar embriagado, passou a fazer xingamentos e disse que iria matá-la, enquanto tentava pular o portão da residência.
Segundo a vítima, estavam na casa a mãe dela e o padrasto, que ouviram os gritos. Um irmão dela teria chegado na residência e acabou se desentendendo com o jovem. Por medo, a vítima ligou para a Polícia Militar, que enviou uma viatura.
Fugiu
Quando os policiais chegaram ao local ele fugiu, conduzindo uma moto. Os policiais solicitaram apoio para o acompanhamento pelas ruas do bairro Icaray. Segundo os policiais, o jovem passou a dar voltas em várias quadras e teriam entrado na rua Anhanguera, na contramão.
Quando a equipe deu a volta para cercá-lo, pela rua Uruguai, deram de frente com o investigado, que seguia com a moto em alta velocidade, ocorrendo a colisão frontal.
Com o impacto, ele caiu e teve ferimentos nos braços, no joelho direito e nos pés, pois estava descalço. A viatura sofreu danos na parte frontal, mas os policiais não se feriram. Houve perícia no local e nos veículos.
Embriaguez
Os policiais que atenderam a ocorrência relataram que o investigado apresentava sinais de embriaguez e admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Porém, recusou submeter-se ao teste bafômetro.
Após receber atendimento médico no pronto-socorro, levado pelo resgate do Corpo de Bombeiros, ele foi apresentado no plantão policial e autorizou a retirada de sangue para exame de dosagem alcoólica.
Após o registro da ocorrência o jovem foi liberado, pois a vítima não quis representar contra ele pelas ameaças. Porém, ela solicitou as medidas protetivas da lei Maria da Penha, para que o autor mantenha uma distância mínima dela, dos familiares e das testemunhas.
