Polícia

Jovem movimentaria R$ 5 milhões por ano com venda de sinal de TV pirata em Penápolis

Divulgava o produto pelas redes sociais e tinha 300 mil usuários; pagou R$ 30 mil de fiança para responder em liberdade

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/11/20 às 19h51
Carro de luxo avaliado em R$ 400 mil foi apreendido com investigado em Penápolis (Foto: Hojemais Araçatuba)

Um jovem de 24 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (5) em Penápolis (SP), durante cumprimento de mandado judicial na Operação 404, realizada pela Polícia Civil e coordenada pelo Ministério da Justiça. A polícia também apreendeu três carros de luxo, um deles avaliado em R$ 400 mil.

Segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , o jovem seria o alvo principal da investigação e movimentava cerca de R$ 5 milhões no ano com a comercialização de sinal de TV obtido de forma fraudulenta.

O investigado foi indiciado por violação de direito autoral, que tem pena máxima inferior a 4 anos de prisão, por isso foi liberado após pagar fiança de R$ 30 mil. Entretanto, ele também poderá responder criminalmente por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Uma das casas onde foram realizadas buscas durante a operação (Foto: Hojemais Araçatuba)

Buscas

O flagrante foi feito por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão de Investigações Criminais de Araçatuba) de Araçatuba, que esteve em dois endereços ligados ao investigado.

Inicialmente eles foram a uma residência na rua Agostinho Alves Penteado, no Jardim Eldorado, onde encontraram um computador ligado.

Técnicos da Ancine (Agência Nacional de Cinema) e da La Alianza.Inc acompanharam as buscas e constataram que esse computador controlava um site e redistribuía o conteúdo capturado de forma fraudulenta para os clientes do investigado.

Em outra casa na rua Hélio Rubens Galvão Aires, no Jardim do Lago 3, também havia um computador funcionando nas mesmas condições. Os dois imóveis foram periciados e os computadores e demais aparelhos eletrônicos apreendidos para serem submetidos a análise.

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Esquema

Segundo o que foi apurado pela reportagem, o jovem, que se apresenta como empresário, teria como fonte oficial de renda uma pizzaria que seria em sociedade com a irmã dele. Porém, segundo a polícia, há indícios de que esse negócio exista apenas para lavagem de dinheiro.

A investigação apontou que o acusado usava tinha um site, que recebeu ordem da Justiça para ser derrubado do ar, pelo qual ele transmitia aos usuários os sinais das TVs capturados de forma fraudulenta.

Redes sociais

Esses clientes eram atraídos por meio de publicações do negócio nas redes sociais do investigado. Levantamento preliminar apontou que o investigado estaria comercializando o sinal pelo menos desde 2018.

Atualmente ele teria cerca de 300 mil usuários para os quais repassava o sinal mediante o pagamento mensal de R$ 35,00. Ainda segundo o que foi apurado, somente nos primeiros cinco dias deste mês, o empresário teria movimentado R$ 674 mil com o negócio.

Três carros foram apreendidos, entre eles um BMW conversível (Foto: Hojemais Araçatuba)

Luxo

Durante as buscas, a polícia apreendeu três carros de luxo, que teriam sido adquiridos com do dinheiro arrecadado de forma fraudulenta.

São uma Land Rover ano 2018 avaliada em R$ 400 mil; uma BMW conversível, ano 2017; e um Ford Fusion ano 2014. A polícia apurou ainda, que o investigado possuiria outra BMW X6, avaliada em R$ 600 mil, que está sendo transferida para o nome dele atualmente. Os três carros apreendidos foram levados para o pátio de um guincho.

A polícia apreendeu ainda 16 cartões bancários sem limite de crédito em nome do empresário; dois relógios Rolex; três notebooks e cinco CPUs de computadores que seriam novos; dois aneis de ouro; e uma cadeira de massagem avaliada em R$ 36 mil.

Associação

Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, a investigação buscará provas que liguem o empresário a outros quatro investigados de Penápolis, que também tiveram as casas visitadas em cumprimento a mandados de busca durante a operação de hoje.

Ele ainda teria relação com outro alvo preso em São Paulo, durante cumprimento a outro mandado de busca expedido pela Justiça. Se confirmado os indícios, irá configurar a associação criminosa, com pena de até 8 anos de prisão.

Bloqueio

Ao conceder o mandado de busca e apreensão, a Justiça de Penápolis determinou a quebra do sigilo e a exclusão das contas em redes sociais do empresário e dos outros quatro investigados na cidade. Para isso, foi encaminhado ofício ao Facebook, Instagram e Google.

Também foi determinado que as operadoras de telefonia Oi, Vivo, Claro, TIM e Nextel bloqueiem os domínios de nove sites relacionados aos investigados e que os sites de busca bloqueiem os resultados que direcionem a esses sites.

Sites que seriam usados para cometimento da fraude foram retirados do ar por determinação da Justiça (Foto: Reprodução)
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