O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou Rodrigo Gonçalves Paixão a 28 anos e 2 meses de prisão pelos assassinatos de Bruno Ricardo da Silva Cruz, 19; e Fábio Júlio Batista, 21, mortos em uma lan house na avenida Prestes Maia, em fevereiro de 2010.
O julgamento aconteceu na quarta-feira (30) e foi o segundo do réu pelos crimes. Paixão foi absolvido em outro júri popular ocorrido em fevereiro de 2017, mas o Ministério Público recorreu e conseguiu a anulação.
No novo julgamento, ele foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Para cada um dos crimes, a pena foi de 14 anos de prisão.
Ele também foi denunciado por tentativa de homicídio contra um terceiro rapaz que estava na lan house naquela data. Porém, apesar de terem reconhecido que houve uma terceira vítima, os jurados entenderam que não houve tentativa de homicídio.
Como o crime foi desqualificado para lesão corporal sem intenção, o julgamento foi feito pelo juiz singular, que o condenou a 2 meses de detenção.
O júri foi presidido pelo juiz Danilo Brait, que determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena, mas o réu poderá recorrer em liberdade.
Mortes
Segundo a denúncia, o réu decidiu matar Cruz por uma dívida de drogas. Ele foi até a lan house ao saber que a vítima estava no estabelecimento, no qual entrou usando capacete.
Armado com um revólver calibre 38, Paixão atirou na cabeça da vítima e o projétil atingiu também o braço de outro rapaz que estava no local. Em seguida, o réu atirou no peito de Batista, que foi morto porque acompanhava o amigo.
Outro crime
No ano passado, Paixão foi condenado a 12 anos de prisão pelo assassinato de Eberton Juliano de Almeida Oliveira, crime ocorrido em 29 de janeiro de 2010, no bairro São Rafael, em Araçatuba.
O julgamento aconteceu em 22 de agosto e, nesse caso, ele aguarda em liberdade julgamento de recurso pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
