Alex Cardoso Gomes, morador no residencial Porto Real, em Araçatuba (SP), foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato do mecânico de automóveis Diego Sérgio Fernandes, 30 anos, ocorrido em abril de 2019. O julgamento pelo Tribunal do Júri aconteceu nesta quarta-feira (1) no Fórum local e os jurados acataram a denúncia do Ministério Público.
Segundo a denúncia, o réu participou do crime ao levar o irmão dele, David Cardoso Gomes, conhecido com Dê, na garupa da moto para fazer os disparos com arma de fogo na vítima. O corréu já foi julgado e condenado a 14 anos de prisão.
O homicídio ocorreu na tarde de 13 de abril de 2019, após discussão entre o mecânico e David, na frente da casa do condenado, na rua Pedro Moreno. Consta que após a discussão a vítima deixou o local conduzindo um veículo VW Parati, enquanto os dois irmãos entraram na residência.
Tiros
Davi teria se armado com um revólver calibre 38 e saído na garupa da moto conduzida pelo irmão dele, uma moto Honda Titan. Os dois teriam perseguido Diego, que foi alcançado na avenida Rafael Manarelli, no bairro Mão Divina.
Nesse momento David teria sacado uma arma e atirado seis vezes contra a vítima, que foi atingida por três tiros nas costas. Após os disparos os autores fugiram e mesmo ferido, Diego continou conduzindo o veículo, que reduziu a velocidade e bateu em uma moto que estava devidamente estacionada na rua Davilson Porfírio de Oliveira.
A testemunha que prestou socorro a Diego relatou à polícia que ele saiu cambaleando do veículo e escorou-se na traseira de uma picape que estava estacionada logo adiante. Ao perceber que o mecânico estava ferido, a testemunha o colocou de volta no carro e o levou à Santa Casa, deixando o veículo nas imediações.
Ferimentos
Equipe médica constatou que o paciente tinha uma perfuração na axila esquerda e duas no lado esquerdo das costas, sendo que um dos projéteis transfixou o corpo. Ele permaneceu internado por quatro dias e morreu por anemia aguda causada por hemorragia interna.
O Ministério Público denunciou os dois irmãos por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, pois considerou que Alex concorreu para a prática do crime ao levar o irmão dele para fazer os disparos.
Julgamento
A defesa durante o julgamento foi feita pelos advogados Márcio Mantello e Ely Flores, que pediram a absolvição por falta de provas de autoria. O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que manteve a denúncia e foi acatado na integralidade.
O júri foi presidido pelo juiz Danilo Brait, que determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena e não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.
A pena de Alex é maior do que a do irmão dele, que foi que atirou na vítima, porque ele tem maus antecedentes e é reincidente.
