Polícia

Médica é agredida após morte de paciente no pronto-socorro

Deu entrada no hospital de Penápolis com dores no peito; filha dele ficou descontrolada ao ser informada da morte

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/11/20 às 09h12
Caso aconteceu no pronto-socorro de Penápolis (Foto: Divulgação)

Uma médica de 45 anos, que trabalha no pronto-socorro de Penápolis (SP), foi agredida pela filha de um paciente que morreu de infarto durante atendimento na unidade na noite de quinta-feira (5).

A investigada é uma dona de casa de 37 anos, moradora no residencial Benone Soares, que também é acusada de ter danificado objetos na unidade de saúde.

Uma equipe da Polícia Militar foi até o pronto-socorro por volta das 20h30, após informação de que no local havia uma confusão envolvendo várias pessoas.

Eles fizeram contato com a médica, que disse aos policiais que foi chamada para atender um paciente que deu entrada com dores no peito, com princípio de infarto e que estava na sala de emergência.

Ao examinar o paciente ela confirmou que se tratava de infarto e deu início ao protocolo específico, com auxílio de duas enfermeiras que faziam a medicação.

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Parada

Segundo a médica, durante o procedimento ela deixou a sala de emergência para fazer outro atendimento ao lado, mas passados alguns minutos ela foi chamada pelas enfermeiras, que informaram que o paciente havia entrado em parada cardiorrespiratória.

Teve início o procedimento de reanimação, foi feita a intubação, medicação e até aplicado o choque, atendimento que teria durado cerca de 45 minutos, mas o paciente não resistiu.

A médica declarou o óbito e retornou para a sala do consultório, onde pediu à equipe que chamasse algum familiar para informar a morte.

Revolta

De acordo com ela, ao ser dada a notícia de que o paciente havia morrido, várias pessoas invadiram a sala de emergência e a mulher que se apresentou como filha dele entrou no local onde o corpo estava.

Após encontrar o pai morto, ela retornou ao consultório e, descontrolada, deu um soco no armário de vidro usado para guardar medicações, causando danos.

Agressão

Ainda segundo a médica, essa mesma mulher a pegou pelos cabelos, a arrastou até o local onde o pai dela estava e a jogou sobre o corpo.

A investigada teria permanecido no pronto-socorro discutindo com funcionários e danificado outros objetos, entre eles o desfibrilador e a porta de entrada do Setor de Emergência.

Ela foi apresentada no plantão policial e liberada após ser ouvida. O caso foi registrado como dano e vias de fato.

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