Polícia

Morador em condomínio em Birigui é alvo de operação da Polícia Federal

Grupo investigado teria vendido R$ 11 milhões em medicamentos falsificados de imunoglobulina para órgãos públicos

Agência Trio Notícias
22/06/24 às 11h36
Celular e notebook do investigado foi apreendido pela Polícia Federal (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal apreendeu um celular e um notebook em um endereço em Birigui (SP), ligado a pessoa investigada em suposto esquema de venda de medicamentos falsificados para órgãos públicos. Ação faz parte da Operação Counterfeit , deflagrada na quinta-feira (20) contra suposto grupo criminoso teria vendido aproximadamente R$ 11 milhões em medicamentos falsificados de imunoglobulina para órgãos públicos no Estado do Paraná.

Durante a operação foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades de Curitiba e Francisco Beltrão, no Paraná; Corumbá, Ladário e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; Birigui e São Caetano do Sul, em São Paulo; Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro; e Jacobina (BA).

Em Birigui, as buscas foram realizadas em um condomínio de alto padrão, com apoio das equipes da Polícia Federal de Araçatuba. Não houve prisões, segundo o que foi apurado pela reportagem. Há informações de que equipes da PF estariam na cidade neste sábado, o que não foi confirmado oficialmente.

A Polícia Federal confirmou a falsificação completa dos remédios, das caixas à sua composição (Foto: Divulgação)

Investigação

Segundo a Polícia Federal, a investigação partiu de informações fornecidas pela Polícia Civil do Estado do Paraná, onde uma empresa vencedora de uma licitação em 2022 para fornecer imunoglobulina ao Hospital Geral de Curitiba estaria envolvida no fornecimento de medicamentos falsificados.

Houve a apreensão dos medicamentos e a Polícia Federal confirmou a falsificação completa dos remédios, desde as caixas, falsamente identificadas, até a sua composição, na qual se constatou a ausência de imunoglobulina, como deveria conter.

Os remédios falsificados tinham origem na Bolívia e dois estrangeiros, entre eles um estudante de medicina, foram identificados como os principais suspeitos pela comercialização dos medicamentos. Os envolvidos são sendo investigados por crimes como associação criminosa, fraude à licitação e falsificação de medicamentos.

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