Polícia

Ônibus apreendido pertence a clínica que seria da esposa de Cleudson

Daniela chegou a ser presa temporariamente, teve a denúncia acatada pela Justiça, mas responde em liberdade

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
15/10/20 às 15h00
Ônibus foi apreendido após ser encontrado em chácara no município de Brejo Alegre (Foto: Hojemais Araçatuba)

O ônibus com equipamentos para atendimento itinerante da Saúde da Mulher apreendido pela polícia na noite de terça-feira (13) em Brejo Alegre (SP), está registrado em nome da Clínica Gestão de Saúde Birigui Ltda.

Segundo o que foi apurado pela reportagem, a empresa tem contrato com a OSS (Organização Social de Saúde) Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui e está registrada no nome da esposa do médico Cleudson Garcia Montali, Daniela Araújo Garcia.

Ele é apontado como chefe do suposto grupo criminoso investigado por desvio de dinheiro público da área da Saúde, já é réu em dois processos e está preso. Daniela também chegou a ser presa temporariamente, teve a denúncia acatada pela Justiça, mas responde aos processos em liberdade.

Escondidos

Conforme publicado pelo Hojemais Araçatuba,  o ônibus apreendido era alvo de mandado de busca durante a Operação Raio X, deflagrada em 29 de setembro.

A polícia apurou que ele estaria no sítio do ex-vereador de Birigui Osvaldo Ramiro, mas ele não foi localizado na ocasião, quando o investigado foi preso temporariamente.

Porém, na noite de terça-feira a Polícia Militar recebeu denúncia e o encontrou em uma chácara em Brejo Alegre, cidade vizinha a Birigui.

Junto havia uma carreta também equipada para atendimento itinerante de Saúde e o responsável pelo imóvel confirmou para a polícia que Ramiro havia deixado os veículos no local três dias antes de ser deflagrada a Operação Raio X.

A carreta está registrada em nome de uma empresa de serviços de saúde de trabalho com sede em Fernandópolis. Segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba,  até então, essa empresa não estaria entre as investigadas.

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Clínica

De acordo com o que foi apurado pela reportagem, a Clínica Gestão de Saúde, proprietária do ônibus apreendido, estaria registrada em nome da esposa de Cleudson. Ele teria figurado como coproprietário da empresa, mas o nome dele foi excluído do contrato social na Junta Comercial.

A investigação apontou que a empresa manteve contratos com a Irmandade Santa Casa de Birigui, inclusive em Penápolis, onde o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado) teria questionado a contratação e o valor cobrado devido a indícios de superfaturamento.

Em outros municípios, como Ribeirão Pires, foram encontrados indicativos de que a Clínica recebia valores sem prestar serviços.

Plantões

Além disso, a empresa teria apenas três empregados, entre eles, Márcio Toshiharu Tizura, que foi preso junto com Cleudson em um hotel na beira da rodovia Marechal Rondon (SP-300), no município de Pardinho, durante a operação.

Há suspeitas ainda de que essa mesma empresa atuaria com regulação médica para a Irmandade Santa Casa de Birigui, tendo contratado Cleudson e o primo dele, o médico Cleuer Jacob Moretto, que também está preso, como médicos plantonistas a distância.

A reportagem tentou contato com a Clínica Gestão de Saúde Birigui Ltda, mas o número de telefone encontrado não é da empresa. A OSS Irmandade da Santa Casa de Birigui não havia se manifestado sobre o caso até o início da noite.

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