Polícia

Piloto que prestava serviços para Cleudson morreu com covid-19

Teria sido infectado no Pará junto com Cleudson; foram tratados pelo Dr. Lauro, também investigado, em hospital de Birigui

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
10/10/20 às 20h00

O Hojemais Araçatuba apurou que um dos pilotos contratados para prestar serviços para o grupo investigado por suposto desvio de dinheiro público da área da Saúde por meio de contratos com OSSs (Organizações Sociais de Saúde) morreu com covid-19.

Segundo o que foi apurado pela reportagem, um inquérito policial paralelo deve ser instaurado para investigar por que os responsáveis teriam tentado esconder esse fato.

A informação obtida pelo Hojemais Araçatuba é de que esse piloto prestava serviço diretamente para o médico anestesista Cleudson Garcia Montali, que é réu em processo por ser apontado como líder da suposta organização criminosa.

Ele inclusive teria sido infectado pelo coronavírus durante viagem a Belém (PA), onde o grupo também mantinha contratos com o governo do Estado.

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Internados

Durante essa viagem, Cleudson também teria contraído covid-19 e os dois ficaram internados no mesmo período em um hospital particular de Birigui.

O tratamento teria sido feito pelo médico Lauro Henrique Fusco Marinho, que também está preso e é apontado como braço direito de Cleudson, que se recuperou, enquanto o piloto acabou morrendo e foi substituído por outro profissional.

O que a Polícia Civil quer saber é por que o grupo investigado quis esconder o fato, na tentativa de desvincular que a vítima teria sido infectada pelo coronavírus durante o trabalho.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Cleudson, que está preso preventivamente.

Raio X

Ele foi detido em um hotel na beira da rodovia Marechal Rondon (SP-300), no município de Pardinho, região de Bauru, durante a operação Raio X, deflagrada pela Polícia Civil de Araçatuba.

A investigação é feita em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público para apurar desvios de dinheiro público por meio das OSSs Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui e Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu, que seriam de responsabilidade de Cleudson.

No mesmo dia, a Polícia Federal do Pará deflagrou a operação SOS, para cumprimentos de mandados de busca e apreensão e mandados de prisão referentes à investigação dos contratos dessas entidades naquele Estado.

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