Polícia

PM descobre veículo ‘dublê’ durante ocorrência de violência doméstica

Mulher era ameaçada pelo companheiro que queria o dinheiro que ela recebeu do auxílio emergencial

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
10/05/20 às 10h04

A Polícia Militar de Penápolis (SP) recuperou na noite de sábado (9), uma picape Fiat Toro que foi roubada no Guarujá em 2018. Ela estava com um autônomo de 33 anos, acusado de ameaçar a companheira dele para forçá-la a lhe entregasse o dinheiro que recebeu do auxílio emergencial do governo.

Segundo o boletim de ocorrência, o casal reside no bairro Aparecida, em Penápolis, e houve um chamado para atendimento a ocorrência de violência doméstica.

No local, a vítima relatou que o companheiro dela passou a pressioná-la a entregar o dinheiro que recebeu de auxílio emergencial do governo. Ao recusar, eles teriam discutido e acabaram se agredindo mutuamente.

Os policiais orientaram o casal a procurar a delegacia e, quando deixava o imóvel, a mulher relatou que o carro do investigado poderia ter origem ilícita.

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Dublê

Assim que ela foi para a delegacia os policiais chamaram o autônomo para conversar e ele confessou que o casal discutiu por causa do dinheiro recebido pela mulher.

Quando perguntaram sobre o veículo, o investigado disse tê-lo comprado em março na cidade de Guarulhos. Entretanto, alegou não ter o recibo porque ainda devia R$ 3 mil.

A picape estava estacionada na frente da residência do casal e a placa foi comunicada ao Copom, que identificou um veículo semelhante, com a mesma placa, em São Paulo. Os policiais conseguiram encontrar esse veículo, que estava na residência do proprietário e todos os sinais identificadores coincidiam com o que estava no documento.

Já na picape que estava com o investigado, os policiais constataram que o número do motor do era diferente da constante no veículo.

Receptação

O autônomo e o veículo foram levados para a delegacia e, em nova pesquisa pela numeração do motor, foi encontrado o registro de roubo ocorrido no Guarujá, em 2018.

Como o investigado não estava na condução do veículo, que não estava escondido e por haver indícios de que ele não foi o responsável pela adulteração, o delegado que registrou a ocorrência entendeu que não era caso de determinar a prisão em flagrante.

Após o registro da ocorrência ele foi liberado, mas responderá pelo crime de receptação.

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